O conceito de família no século XXI

Enviada em 05/09/2018

A diversificação dos núcleos familiares propiciada por mudanças na dinâmica social como, facilidade de divórcios, inclusão da mulher no mercado de trabalho e a maior informatização sobre direitos homoafetivos tem exigido a redefinição do conceito de família no século XXI. Entretanto, a existência de um pensamento conservador e regressista persiste em apoiar apenas a família tradicional composta por um homem, uma mulher e filhos e dificulta o fim da intolerância contra os novos núcleos familiares formados por laços afetivos.                                                                                                                  Primeiramente, é importante destacar a definição retrógrada e anacrônica presente no Estatuto da Família, que por defender o modelo tradicional, proíbe as novas composições formadas por recasamentos, maternidade e paternidade socioafetiva e homossexuais de possuírem direitos para a constituição de um lar, como qualquer outro cidadão. Além disso, essas novas formas de família ainda sofrem preconceito de indivíduos ignorantes e intolerantes que não permitem adquirir novas informações e conceitos e confirmam o pensamento do filósofo francês Voltaire de que o preconceito é uma opinião sem conhecimento.                                                                                                                         Nesse contexto se destaca como medida divergente à intolerância, as ações de algumas escolas de São Paulo, que fizeram a troca de datas comemorativas do dia dos pais e das mães pelo dia da família. Isso confirma a aceitação de novos modelos familiares e contribuem para o ensinamento, principalmente de crianças e adolescentes,sobre o novo conceito de família já adotado por alguns dicionários, que consiste em um núcleo social unido por laços afetivos podendo estar ou não sob um mesmo espaço.                                                                                                                                                  Fica claro, portanto, a urgência de medidas para amenizar a intolerância contra outras formas de união familiar e consolidar o respeito e amor. Cabe ao governo, a criação de um programa composto por atividades e palestras, no ambiente escolar, sobre a pluralidade de família no século XXI que revele aos alunos e responsáveis a necessidade de respeitar e interagir com os novos conceitos familiares. Ademais, os meios de comunicação, com incentivo governamental, deve realizar campanhas sobre os novos núcleos sociais através do levantamento de dados e pesquisas que comprovem a eficácia e a validez de toda família unida por amor independente da forma como é composta, para que assim, o preconceito seja diminuído e os direitos sejam estendidos a todo modelo de família.