O conceito de família no século XXI
Enviada em 22/10/2018
Homoafetiva, monoparental, adotiva, eudemonista. Essas são algumas das constituições contemporâneas de família, sendo muito mais diversas do que apenas pai, mãe e filhos. Entretanto, uma grande parcela popular considera inadequada as outras composições, partindo até para a intolerância. Essa situação é errônea e retrógrada, ao modo que o conceito de família é muito mais abrangente que paradigmas sociais e não há formação mais correta, todas são válidas e merecem respeito. Sendo assim, vale ressaltar o papel da herança patriarcal e dos meios midiáticos na perpetuação desse entrave.
A priori, o patriarcalismo existente desde os primórdios das formações sociais, deixou muitos estigmas implícitos no convívio social, sendo um deles o repúdio às outras formações afetivas que vão além da entre um homem e uma mulher. Isso porque o desinteresse nas origens de crenças enraizadas, como também a simples repetição sem o questionamento, ajudam a tornar os seres humanos mais suscetíveis à manipulação da classe dominante e aumentarem a repressão às minorias. Nesse sentido, o filósofo Johann Goethe possui um pensamento relevante, o qual acreditava que nada no mundo é pior que a ignorância em ação. Portanto, deixá-la no meio social é inadequado.
Outrossim, a mídia por retratar as relações cotidianas nas novelas e programas, deixa a entender que o representado é o normal, tornando aquilo deixado de lado como algo errado e promovendo repulsão dele. De modo consoante a isso,o filósofo Zygmunt Bauman afirmou que, “na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”. Analisando as sentenças, entende-se a importância da representatividade no papel de normatização das diferenças e promoção do respeito a ela. Ademais, vale relembrar que, o respeito a diversidade, é direito resguardado constitucionalmente desde 1988.
Evidencia-se, por conseguinte, a necessidade de mudar essa realidade . Para isso, O Ministério da Educação deve implementar ao currículo nacional o estudo de ética e cidadania, o qual será responsável por passar aos menores o ensino de respeito à diversidade e normatizar as diferenças existentes na sociedade, mostrando-os o quão errôneo são os discursos de ódio e sua disfunção social, com isso preservar a dignidade de todos os cidadãos. Ademais, a mídia – com seu papel de comunicação e formação de opinião em massa- devem aumentar a participação dessa parcela popular nas retratações, como também promover campanhas de disseminação de amor e não ódio, para que as pessoas tomem maior conhecimento sobre a diversidade e naturalize-a no convivo social.