O conceito de família no século XXI

Enviada em 28/08/2018

tema: Intolerância à diversidade de organização familiar

Conforme o artigo 3 da constituição de 1988, um dos objetivos fundamentais da república Federativa do Brasil é promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Entretanto, esse artigo não é posto em prática, visto que, na sociedade , lamentavelmente, existe aversão àquelas famílias que é diferente da tradicional, a contemporânea – mãe solteira, dois pais, filho criado por avós. Diante disso, fica claro que o estado e a população devem agir juntos a fim de reduzir com a intolerância com esses novos rearranjos familiares.

A herança histórico-cultural é responsável pelas intolerâncias ocorridas na nova forma de união. No século XVI a Igreja durante o processo de colonização, determinou que o modelo padrão de união afetiva fosse aquele composto por um casal hetero e filhos legítimos. A sociedade, então , por tender a incorporar as estruturas sociais de sua época, conforme defendeu Pierre Bourdieu, naturalizou esse padrão e o reproduziu ao longo das gerações que perpetuam-se até os dias atuais. Lastimavelmente, tal pensamento persiste , e, hoje, é comum, por exemplo, ver famílias que não são tracionais sendo discriminadas, a exemplo de mãe solteira, casais homoafetivos. Logo, cabe as pessoas denunciar qualquer comentário de cunho de intolerância frente a nova família.

O preconceito das pessoas sobre a nova forma de organização familiar intensifica ainda mais a intolerância. Isso ocorre porque não existe uma interação social que de portabilidade para conhecer os diversos tipos de famílias que existem hoje no Brasil , segundo o pensamento do filosofo Habermas. Nesse ponto de vista, a falta de conhecimento das pessoas gera discriminação e com isso, algumas famílias contemporâneas são vitimas de agressões, como é o caso do aluno Peterson que foi morto só por ter pais gays, segundo A Secretaria estadual de Saúde de São Paulo. Portando, é de cunha importância uma ampla divulgação das novas formas de família a fim de educar a nação frente desconhecido e evitar assim , o preconceito.

Torna-se evidente, portanto, que a herança histórico-cultural e o preconceito dos individuos provocam a intolerância sobre essas famílias. Sendo assim, o Ministério da Educação em parcerias com as escolas deve promover projetos pedagógicos , como debates e palestras , propagandas nos meios televisivos que promovam o respeito às novas formas de família e ajudem a descontruir o preconceito. Assim, a intolerância contra a nova forma de família poderá deixar de existir e a República Brasileira, terá, finalmente , um de seus objetivos fundamentais cumprido , o bem de todos.