O conceito de família no século XXI

Enviada em 01/09/2018

O Estatuto da Família afirma que a família é apenas a união entre um homem e uma mulher ou, ainda, com seus descendentes. Atualmente, essa conceito mudou bastante, mas o preconceito está ainda presente. São fatores que contribuem para essa problemática a questão histórica tradicionalista e a falta de informação à respeito do assunto .

Como primeira constatação, é possível perceber como a história afeta essa questão, afinal, até o fim do século XX, o ideal de vida era se apaixonar, casar e ter filhos. Hoje, entretanto, as mudanças na dinâmica social, a inserção da mulher no mercado de trabalho, a facilidade do divórcio, as novas concepções de gênero e orientação sexual trouxeram uma nova realidade para a sociedade na qual vivemos. Exemplos disso são encontrados na pesquisa realizada pelo IBGE que mostra que apenas 48,9% das famílias possuem um modelo tradicional.

Ademais, o preconceito que existe atualmente baseia-se na equivocada concepção de que mães e pais solteiros, divorciados, homoafetivos, poliamorosos e organizações mosaicas não consigam se manter constantes e presentes, acreditam, também, que não apresentam a mesma eficiência que uma família com a constituição tradicional. Entretanto, esquecem que o princípio fundamental de uma família é a união e o amor, além de que as crianças tem uma capacidade extremamente grande de adaptação, o que faz com que a família moderna mereça ter tanto espaço na sociedade quanto qualquer outra.

O combate ao preconceito citado inicialmente, a fim de conter o avanço do mesmo, deve tornar-se efetivo, uma vez que, como disse Benjamin Franklin, a verdadeira riqueza de uma família é a paz e a harmonia. Sendo assim, é dever do Estado abrir espaço para que a família contemporânea possa ter os mesmos direitos e deveres de uma família tradicional. É dever, também, da mídia inteirar a população sobre a realidade das famílias no Brasil e quebrar essa discriminação e hostilidade a respeito do assunto, para que todos consigam ser aceitos na sociedade brasileira.