O conceito de família no século XXI

Enviada em 04/09/2018

Por muito tempo o modelo de família foi patriarcal, patrimonial e matrimonial, em épocas em que o divórcio era algo quase impensável. No século XXI, um fenômeno inverso é evidente, em que o modelo de família deixou de ser predominantemente pai, mãe e filho(a) e passou a ter como base a felicidade e liberdade das pessoas que constituem essa família sendo também composto por casais homoafetivos, mães ou pais solteiros que adotaram sozinhos um filho(a). A problemática surge pelo preconceito e incompreensão com os casais homoafetivos por acharem que ainda se deve ter obrigatoriamente pai e mãe, e em como esse repúdio pode afetar ou não crianças filhos desses casais.

Portanto, as configurações formadas por recasamento (que agora se tem uma facilidade enorme para o divórcio já que a base é a felicidade e a liberdade), uniões homoafetivas, paternidade ou maternidade socioafetivas que agora se tornaram o novo modelo tradicional familiar sofrem constantes preconceitos pelas pessoas acharem que qualquer relação que não se tenha pai e mãe se tornam inferiores, por acharem que não vão suprir a necessidade dos filhos, que são sem valores e tem uma vida desregrada. Diante disso, o IBOPE divulgou uma pesquisa que mostrou que 55% dos brasileiros são contra a adoção por casal do mesmo sexo.

Outrossim, para a psicanalista e pedagoga Cristina Silveira as dificuldades apresentadas por uma criança que é fruto de um casal heterossexual são parecidas com aquelas que vêm de um lar homoafetivo. Visto que, as crianças de casais homoafetivos crescem em uma família com seus valores e crescem sabendo que ter dois pais ou duas mães são normais, já que nenhuma criança se questiona em ter pai e mãe, eles também não. Porém, é muito importante que essas crianças sejam acompanhadas por psicólogos para que saibam lidar com o preconceito caso seja necessário. Em alguns casos filhos desses casais sofrem repúdios e agressões físicas,um exemplo disso, foi a morte de Peterson de de Oliveira, em São Paulo, que foi espancado por seus colegas por ter pais gays.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que se tenha o exercício da tolerância mútua. Cabe, portanto, a família fiscalizar, conscientizar seus filhos sobre os riscos que esses preconceitos podem levar, acompanhando em psicólogos para saberem lidar nessas situações, as escolas devem realizar ações educativas para seus alunos com a finalidade de ensiná-los a ter tolerância e respeito, e ensine eles os diferentes tipos de famílias, e as políticas públicas que aumentem seus incentivos voltadas para a população LGBT, facilitando a formalização deles no patrimônio já que ainda tem muita dificuldade em se casar nos cartórios.