O conceito de família no século XXI
Enviada em 11/10/2018
Certa feita, A. Schopenhauer, grande filosofo alemão, em sua obra “O mundo como vontade e representação” falou: “O homem toma os limites do próprio campo de visão como se fossem os limites do mundo”, o que mais do que nunca pode ser aplicado ao conceito de família. Haja vista que, na contemporaneidade os novos modelos de família que surgem não são aceitos por todos, pois uma parcela da sociedade, mais conservadora e tradicional, é relutante no que tange a aceitação do novo. Além disso, o preconceito vem tomando cada vez mais forma, dificultando ainda mais esse processo, o que deve ser combatido.
A princípio, é importante entender que para uma sociedade de bases, fundamentalmente, religiosas e conservadoras os costumes e entendimentos, usados ainda hoje, veem de uma realidade distante e ultrapassada inadequada a sociedade contemporânea. Mediante o exposto, para a maioria das pessoas apenas aquele núcleo que é composto por um casal heterossexual e que tem apenas filhos biológicos é que merece o titulo de família. No entanto, vivem em um país onde a maioria dos lares têm modelos variados de composição, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística). Nesse sentido, é fundamental que a aceitação e o dialogo sejam prioridade para o exercício da cidadania.
Vale ressaltar também, que uma população mal educada é, quase que naturalmente, preconceituosa. Consoante Rodrigo Mendes, em entrevista a Fundação Maria Cecilia, “O preconceito é um reflexo da falta de conhecimento dos direitos humanos e da diversidade”. Seguindo o pressuposto, a relação entre a dificuldade da inclusão social de certos grupos e o que o resto da comunidade entende deles fica evidente. Assim, educar e expor se torna fundamental na luta contra a intolerância, que é a base de todo conflito ideologico.
Diante do exposto, é mister que tudo o que influencia negativamente a aceitação dos diferentes seja combatido. A priori, a mídia, através de campanhas de exposição e explicação dos vários modelos de família, tem o papel de informar e aos poucos mudar a visão estática do que é lar. Ademais, o governo federal, através do Ministério da Educação, deve implementar no currículo escolar infantil, pois as crianças tem menos resistência ao novo, matérias que prezem pela demonstração das diversidades sociais, afim de influenciar o pensamento da próxima geração. Finalmente, expandiremos nossos horizontes e a diferença de cada família será apenas o endereço.