O conceito de família no século XXI
Enviada em 04/10/2018
No filme “Os seus, os meus e os nossos”, Frank e Helen, ex namorados, se reencontram após trinta anos separados e decidem se casar. Assim, formam o que chamamos de família mosaico, uma vez que ambos já têm filhos de outro casamento. Tal como na trama, diversos são os arranjos que configuram a família moderna e ainda não são devidamente reconhecidos.
É evidente que muitas transformações ocorreram na sociedade ao longo do tempo, sendo uma delas, que muito contribuiu para o surgimento de novas configurações familiares, a inserção da mulher no mercado de trabalho. Atualmente, as mulheres estão muito mais independentes e com isso, o número de divórcios e mães solteiras aumentou consideravelmente. Ademais, muitas delas, hoje, optam por não terem filhos para assim, terem mais tempo para investir em sua carreira profissional, por exemplo. Outrossim, a liberação do casamento homoafetivo também contribuiu para o crescimento desse novo arranjo familiar.
Dessa maneira, é possível verificar o quanto as configurações de família mudaram. São mães e pais solteiros, casais sem filhos, famílias mosaicos, casais hétero e homossexuais com filhos, avós criando netos e muitas outras. No entanto, para o Estatuto da Família, só é considerada família núcleos formados por um homem e uma mulher e os seus filhos, sendo que no país, apenas 48% das famílias se encaixam nesse padrão. Assim, surge o preconceito quando na realidade o que define uma família são os laços afetivos, o amor e o respeito.
Por tudo isso, para que todas as formas de família sejam aceitas e respeitadas, são necessárias campanhas com incentivos governamentais nas mídias -rádio, televisão, revistas- mostrando que o que constrói uma família é o amor. Além disso, escolas devem promover eventos para as famílias, para que desde cedo, as crianças tenham contato e aprendam a respeitar e aceitar famílias com configurações diferentes da sua. Assim, a família será um laço afetivo que independe de suas variedades.