O conceito de família no século XXI
Enviada em 06/10/2018
A nova definição segundo o dicionário Houassis aponta família como núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária. Nesse contexto, questões como essa caracterizam importantes avanços de direitos, todavia, ainda esbarram em conjunturas contraproducentes. Assim, observa-se fatores como tangencias em garantias constitucionais e doutrinações preconceituosas sendo passadas a cada geração.
Primordialmente, é válido ressaltar que há inferências diante a aplicação do artigo 5º da constituição, onde caracteriza todos como iguais perante a lei. Isso ocorre pois comumente, grande parte da sociedade tem para si ideais historicamente corretos, objetivando a imagem de um homem, uma mulher e seus filhos, inviabilizando diferenciadas formas de amor. Para Aristóteles, o amor é um fenômeno humano, que não tem correspondência cósmica, sendo sua conservação ligada à personalidade humana. Como consequência, essas prerrogativas tornam excludente grande parte da sociedade, não permitindo o exercício pleno da cidadania.
Em uma segunda análise, observa-se a herança intolerante perante a questão referida. Isso porque, frequentemente ideologias hostis são passadas de pais para filhos, construindo indivíduos preconceituosos. John Locke afirmava que o homem nasce como uma tábula rasa, tendo seus valores e princípios construídos ao longo de sua formação humanística. Consequentemente, sob o viés citado, o indivíduo plural é cada vez mais acometido por fatores descritos, tendo seu posicionamento diminuído.
É evidente, portanto, que ainda há entraves diante ao pressuposto retratado. Cabe aos órgãos governamentais competentes a ampliação dos direitos familiares além de campanhas midiáticas visando a influência tolerante populacional, para que dessa forma casos adversos sejam minorias. Ainda, cabe ao Ministério da Educação fornecer palestras dentro das escola viabilizando direitos fundamentais para todos, a fim de que adultos complacentes sejam formados e a problemática revertida de forma positiva. Afinal, como citou Platão: “O importante não é viver, mas viver bem.”