O conceito de família no século XXI

Enviada em 11/10/2018

As primeiras décadas do século XXI trouxeram mudanças sociais importantes para a humanidade, baseando-se em uma ideia de liberdade que tomou conta do Ocidente nesse período. Prova disso, foi a reestruturação do conceito de família discutido em países importantes do oeste do globo. Apesar desse grande passo, essa definição ainda enfrenta barreiras. Parafraseando o psicanalista Sigmund Freud, o novo sempre causou receio, o que explica, em parte, os desafios enfrentados, e que precisam ser analisados, para a formação de novos núcleos familiares.

É válido observar, em primeiro lugar, que essa relutância à expansão do conceito de família se deve, majoritariamente, ao histórico de formação da sociedade. Colonizando grande parte dos territórios além-mar, os europeus transmitiram sua cultura de base conservadora para as regiões conquistadas. Nesse sentido, esses países estruturaram-se sobre essa concepção. A exemplo, encontra-se o Brasil, o qual apoiou sua história no patriarcalismo conservador, exercendo este forte influência até os dias atuais no poder público, como a “Bancada da bíblia” no congresso, promovedora de atrasos ao avanço social da questão familiar.

Cabe ressaltar, diante disso, os grandes problemas ocasionados por esse retrocesso à inegável amplitude dos tipos de família. Movidos pela insegurança das novas mudanças, os indivíduos partem para ações agressivas de intolerância contra a diversidade familiar atual. Nessa circunstância, tornou-se prático notar manifestações de preconceito contra casais homoafetivos, os quais, segundo opiniões distorcidas, “não deveriam formar  famílias, pois influenciariam a opção sexual das crianças”. Além desse grupo social, as mulheres também sofrem com a ideia machista enraizada de que sozinhas não são capazes de comandar um lar.

Fica claro, portanto, as dificuldades enfrentadas para se instituir um novo conceito de família. Logo, para alterar esse quadro, o povo deve ter maior acesso às discussões parlamentares por meio de transmissões das sessões sobre o tema nas redes sociais ou nos canais de televisão do congresso. Para que, assim, a população consiga deliberar sobre as definições de núcleo familiar e pressionar opositores anacrônicos. Ademais, ativistas feministas e LGBTQ devem manifestar-se por passeatas e textos na internet, a fim de incentivar a luta contra o preconceito e o mito do perigo das reformas sociais.