O conceito de família no século XXI
Enviada em 11/10/2018
Conforme Rodrigo Mendes, membro da Fundação Maria Cecília: ”O preconceito é o reflexo da falta de conhecimento sobre os direitos humanos e a diversidade”. Concomitantemente ao pensamento do colaborador da fundação, observa-se o ajustamento de sua análise em consonância ao conceito de família no século XXI, principalmente em si tratando de intolerância social e visão preconceituosa, oriunda dos lares tradicionais acerca das novas variações de organizações familiares no mundo contemporâneo.
Em primeiro plano, é importante ressaltar as várias mudanças ocorridas na estrutura familiar ao longo das últimas décadas, ainda que de maneira árdua e gradativa contra o preconceito e a desinformação advinda das famílias conservadoras. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), famílias variantes já representam maioria no Brasil. Nesse sentido, fica evidente o cuidado que se deve ter sobre o emprego de cidadania e os direitos fundamentais nela expressos, sobretudo no tocante à aceitação e o diálogo em detrimento a todos os modelos de lares existentes.
Consoante à produção cinematográfica Lilo e Stitch – realizado pelos Estúdios Walt Disney, em 2002 – “Ohana quer dizer família e família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”. Analogamente a tal citação, a psicanalista Cristina Silva afirma que crianças conseguem aceitar de maneira rápida as diferentes composições familiares, como compreendem também que o fato mais relevante é o amor envolvido no núcleo, uma vez que as diferenças são parecidas. Assim, entende-se que o conceito da primeira instituição social está para além de composição física.
Diante do exposto, é evidente que novas concepções de famílias não são menos apropriadas do que as padrões, portanto, devem-se apresentar aos indivíduos maiores informações para que estes entendam e tornem-se mais flexíveis. Desta maneira, é mister a promoção de campanhas publicitárias, em concorrência à realizações de pesquisas que destrinchem a moral e eficácia acerca dessas novas estruturas familiares por parte do governo, a fim de erradicar gradativamente a intolerância social voltada para estas. Só assim, o reflexo do conhecimento sobre os direitos humanos, dito por Rodrigo Mendes tornar-se-á outro.