O conceito de família no século XXI
Enviada em 16/10/2018
Discussões que abordam em si a estruturação e o atual conceito ligado ao termo “família”, na era contemporânea, ocorrem de maneira cada vez mais comum. O que, gradualmente, nos coloca à frente de circunstâncias responsáveis, de certa forma, por originar incertezas quanto à importância de se possuir algo como, por exemplo, a família natural, estabelecida no direito romano, composta por um homem, uma mulher e filhos.
Caracterizadas pela presença de apenas um dos progenitores, um casal homo-afetivo ou até mesmo indivíduos de diferentes etnias, as diversas formulações familiares presentes no século XXI, gradativamente, ocupam espaços mais visíveis. Fazendo com que a prática do respeito e da tolerância sejam necessárias.
Além disso, em decorrência dos distintos modos de vida e da maneira como um ideal tradicional segue permeando em alguns âmbitos sociais, tais unidades, por não se posicionarem igualmente àquelas consideradas normais, diante dos olhares conservadores, trazem consigo a insegurança dos mesmos. Acarretando-lhes dúvidas quanto à capacidade dessas para com a formação devida de um cidadão.
Contudo, a partir da ciência de que as mais diversas configurações familiares sempre existiram e sempre mostraram-se tão competentes quanto modelos tradicionais, faz-se notório que a base da formação de um indivíduo não se relaciona ao fato desse partir de uma união heterossexual, com a presença de apenas uma figura paterna ou materna. Mas, talvez, de sua estabilidade familiar.
Portanto, torna-se necessário que, a partir de órgãos educacionais, midiáticos e governamentais, haja a disseminação, por meio de campanhas, pequisas, entre outros recursos, do fato de que diferenças nos modelos estruturais de famílias não as tornam menos válidas ou capazes de contribuir socialmente. Bem como, a disponibilização de informações e materiais de ensino, possivelmente sociológicos, que trabalhem a respectiva temática, além da tolerância e do respeito.