O conceito de família no século XXI
Enviada em 18/10/2018
A família, considerada a célula mater da sociedade, passa por constantes modificações em sua composição. Outrora definida majoritariamente pela família tradicional — casal heterossexual com filhos — hoje, abrange outras organizações sociais. No entanto, algumas das formas alternativas dessa instituição enfrentam resistência por parte da sociedade.
Apesar de mais da metade das famílias brasileiras seguirem o modelo tradicional ou nuclear, o IBGE reconhece outros quatro tipos dessa organização: a extensa, a composta, a unipessoal e a homoafetiva. A extensa é constituída pela família nuclear e parentes próximos. A composta é formada por parentes e pessoas que não têm relação consanguínea com os outros membros. A unipessoal é formada por pessoas que moram sozinhas e a homoafetiva compreende um casal homossexual com ou sem filhos.
No entanto, ainda que haja essa diversidade, as relações homoafetivas sofrem com a discriminação, por serem consideradas um desvio do padrão aceito por grande parcela da sociedade. Outra questão em destaque é o crescimento do número de divórcio, que proporciona a criação de um novo núcleo familiar caracterizado pelo compartilhamento da guarda dos filhos. Embora esses modelos familiares enfrentem adversidades em relação à sua aceitação, alguns direitos já foram conquistados, como a regulamentação do divórcio em 1977 e do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2013.
É incontestável que houve avanços significativos no que tange a compreensão das representações familiares. Todavia, é fundamental que a escola, por meio de palestras, ensine os alunos a reconhecerem e respeitarem essa variedade. Além disso, a mídia pode atuar como disseminadora de informações através de propagandas e debates sobre esse tema, a fim de superar os obstáculos causados pela ignorância e pelo preconceito.