O conceito de família no século XXI

Enviada em 25/10/2018

“E viveram felizes para sempre, fim.” Tal frase se popularizou na década de 90 com a ascensão das animações cinematográficas, simbolizava um ideal, mas, também corroborou com a constante reafirmação de um único padrão, não só de amor, mas também de um conceito de família. Que ainda hoje é constantemente ratificado na sociedade brasileira, se mostrando como um modelo altamente inflexível e excludente, reafirmado por maiorias, e persistentemente justificado através da religião, e conse-quentemente demandando a seguinte tese: a quem pertence tal final feliz?

Durante o III Reich, a nação alemã sofreu forte influência de seu Chanceller Hitler, que cativou o povo alemão com seu impactante e carismático discurso, fazendo em pouco tempo seu ideais de caráter nacionalista, etnocêntrico e radical, se difundirem. Desse modo pode-se inferir o poder da influência de um líder, seja ele uma autoridade religiosa, como um pastor, ou até mesmo um apresentador de televisão.

Ademais, por ser uma ideia recorrentemente reafirmada na sociedade, e por ser adotada pela maioria, o conceito de família atual é visto muitas vezes como homogêneo, o que apresenta um risco a diversidade, uma vez que é tido como o único pois é natural, implicando que, qualquer outra estrutura familiar é inaceitável. Além disso, o poder legislativo do Brasil sofre forte influência da Bancada Evangélica, mesmo que, desde 1890 o Estado é constitucionalmente laico.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo promova campanhas publicitárias, através de emissoras de grande porte, como Globo, SBT e Record, por meio de personalidades reconhecidas e influentes, usando uma linguagem impactante e denunciadora, além de revelar o potencial dessas famílias como futuros pais adotivos de crianças abandonadas. Também deve-se extinguir a Bancada Evangélica, e legiti-mar uma bancada multirreligiosa em seu lugar para reafirmar a diversidade cultural e sobrepor a homogeneidade, fomentando uma sociedade mais tolerante e inclusiva, tornando acessível um final feliz para todos.