O conceito de família no século XXI
Enviada em 21/10/2018
Pluralidade
A Constituição Federal de 1988 assegura que todos são iguais perante a lei. Sendo assim, gozam de direitos idênticos e, por essa razão, casais homossexuais devem ter os mesmos direitos dos casais heterossexuais. Dessa maneira, a reafirmação de direitos é o caminho a ser seguido para que a sociedade amadureça e se torne mais tolerante.
Nesse sentido, apesar da laicidade do Estado, existe um grupo de parlamentares, que se auto denominam de bancada evangélica os quais já se pronunciaram contra a união entre pessoas do mesmo sexo ou qualquer outra forma que não seja à família tradicional. Além disso, lançaram um projeto de lei chamado “estatuto da família”, contudo não há a inclusão de outras composições familiares, mas apenas aquela formada pelos casais héteros. Nesse viés, é evidente a discriminação sofrida por casais homo-afetivos e esse pensamento não pode ser aceito pela sociedade atual, sob pena de haver regressão social.
Outrossim, segundo Aristóteles o homem é um ser social. Nessa conjuntura, a multiplicidade familiar deve ser estimulada na tentativa de quebrar essa barreira coletiva e fortalecer os direitos adquiridos na Carta Magna. Em suma, o reconhecimento legal, somado a desconstrução do pensamento preconceituoso é o caminho a ser seguido. Logo, faz-se necessário que as instituições tenham um olhar mais sensível com essa camada da população.
Urge, portanto, que a problemática é de responsabilidade do Estado, o qual por meio do Ministério da Educação deve criar projetos educacionais voltados aos pais e alunos com o objetivo de difundir a tolerância. Para isso, é fundamental oferecer palestras com psicólogos especializados no assunto. A fim de se obter uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Só assim, sonhar-se-á com dias mais serenos.