O conceito de família no século XXI
Enviada em 23/10/2018
O conceito clássico de família - pai, mãe e filhos, que perpetuou-se durante séculos, vê-se abalado diante o surgimento de novos modelos baseados também na premissa básica dos relacionamentos humanos: o afeto. E, tanto as liberdades individuais quanto as relações de trabalho da contemporaneidade são contribuintes.
Primeiramente a Revolução Francesa(1789), que foi um importante marco na busca dos direitos naturais, trouxe consigo o ideal de liberdade bastante explorado em movimentos civis desde então. Mais de dois séculos depois esse acontecimento histórico reflete impactos na sociedade, como é o caso das lutas de casais homoafetivos e ativistas dessa causa pelo reconhecimento e legitimidade. Busca essa que resultou em consideráveis ganhos, dentre eles o casamento civil e adoções de crianças, ambas concedidas pelo STF(Superior Tribunal Federal).
Outros moldes para o âmbito familiar decorreram das novas relações de trabalho promovidas pela Revolução Industrial(1760). Pois, o advento das indústrias fomentou um processo de entrada das mulheres no mercado de trabalho, e fez com que conquistassem mais direitos e autonomia desde então. Com isso, a busca por realizações profissionais e pessoais ocupa lugar mais privilegiado que a opção pela formação de uma família na vida de inúmeras mulheres. Assim, há cada vez mais casais sem filhos, netos criados por avós porquê os pais optaram pelo trabalho e pais solteiros de filhos adotivos, o que caracteriza modelos de família para além do clássico.
Fica claro, portanto, a pluralidade de composições familiares. Então, é fundamental o papel da escola diante essas mudanças estruturais, através de uma educação voltada ao respeito para com o diferente, com o intuito de expelir preconceitos construídos historicamente. Como também, o amplo debate da sociedade, estruturando movimentos que busquem atingir direitos ainda não concedidos, para que enfim as mudanças promovidas pelo curso da história sejam amplamente aceitas.