O conceito de família no século XXI

Enviada em 24/10/2018

Pluralidade

O homossexualismo não tem uma data de existência definida, mas sabe-se que desde a antiguidade a atração de um homem por outro era comum. Grandes pensadores foram homossexuais, Platão e Leonardo da Vinci, são exemplos. Contudo, a formação de uma família por pessoas do mesmo sexo ainda é um tabu na sociedade brasileira. Logo, essa visão deve ser desconstruída para uma convivência harmoniosa e tolerante.

Nessa conjuntura, apesar da laicidade do Estado, existe um grupo de parlamentares, que se auto denomina de bancada evangélica os quais já se pronunciaram contra a união entre pessoas do mesmo sexo ou qualquer outra forma que não seja a família tradicional. Além disso, lançaram um projeto de lei chamado “estatuto da família”, contudo não há a inclusão de outras composições familiares, mas apenas aquela formada pelos casais héteros. Nesse viés, é evidente a discriminação sofrida por casais homo-afetivos e esse pensamento não pode ser aceito pela sociedade atual, sob pena de haver regressão social.

Outrossim, segundo Aristóteles, “o homem é um ser social”. Nesse contexto, a multiplicidade familiar deve ser estimulada na tentativa de quebrar a barreira coletiva e desconstruir o preconceito que hoje é perceptível. Visto que, a mentalidade da maioria brasileira ainda é muito atrasada e ligada a religião. Logo, faz-se necessário que as instituições tenham um olhar mais sensível com essa camada da população e busque construir um pensamento mais flexível na grande massa.

Urge, portanto, que a problemática é de responsabilidade do Estado, que por meio do Ministério da Educação deve criar projetos educacionais voltados aos pais e alunos com o objetivo de difundir a tolerância. Para isso, é fundamental oferecer palestras com psicólogos especializados no assunto. A fim de se obter uma sociedade mais justa, humana e igualitária. Só assim, sonhar-se-á com dias mais serenos.