O conceito de família no século XXI

Enviada em 26/10/2018

Segundo Zigmunt Bauman, em sua concepção de ‘‘modernidade interligada’’, o homem é responsável pelo outro seja de modo explicito ou não. Devido ao mundo globalizado, tudo que alguém faz causa impacto na vida do outro. Desse modo, tem sido evidente, o descaso social e politico sobre a taxação de conceito familiar. Nesse âmbito, urge sanar o preconceito sobre a pluralidade na formação desses.

Em primeiro plano, vale ressaltar que no Periodo Antigo, Roma representava o exemplo da idealização familiar, essas que eram patriarcais, na qual o homem tinha o legado de toda autoridade. No entanto, durante seculos, esse conceito foi-se modificando, sendo que atualmente a família se consiste em um núcleo social ligado por afetividade. Sendo assim, mesmo após processos legais que englobem a pluralidade, ainda assim existe uma sociedade engessada pelo preconceito e exclusão, que não tolera diferenças.

Outrossim, pesquisas realizadas pelo IBGE demonstram que atualmente apenas 48.9% das famílias são tradicionais. Dessarte, é perceptível que não há como se aprisionar nos próprios princípios enquanto grande porcentagem da população vive um conceito diferente. Ademais como dizia Confucio que insistir nas próprias falhas é o mesmo que cometer novos erros. Nesse viés, analisando esses ideais, não vale permanecer no equivoco, mas sim abordar que a felicidade não se encontra só em núcleos tradicionais, mas também nas diferentes constituições.

Em suma cabe aos indivíduos ir em busca de uma sociedade ideal na qual se baseie na inclusão e quebra de estereótipos. Com isso, urge que o Ministério da Educação, inclua aulas sociológicas e debates, na qual demonstrem as diferentes constituições familiares, por meio de englobamento na grade estudantil e auxilio psicológicos, sendo esses a fim de demonstrar para crianças e adolescente que todo núcleo afetivo, pode ser considerado família e só basta dar inicio a formação aos mais jovens, para prontificar cidadãos mais tolerantes.