O conceito de família no século XXI
Enviada em 30/10/2018
Segundo Bernard Shaw, ’’ ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família’’, não se aplica perfeitamente nos dias atuais, pois pessoas estão sendo julgadas pelo modelo de família a qual faz parte, sofrendo exclusões.Dessa forma, as mudanças no modelo tradicional familiar que gira em torno do patriarcalismo, sofre alterações as quais devem se aceitas para melhor progresso da humanidade.
Em primeira análise, ‘’nada é permanente, salvo a mudança’’, como citou o filósofo Heráclito, se encaixa no conceito de família o qual vem sofrendo alterações no decorrer dos tempos. Historicamente, o modelo familiar em que o homem era o chefe do núcleo social mudou, a sociedade evoluiu a ponto de que não é somente o homem que labora; o ingresso das mulheres no mercado de trabalho contribuiu para que ocorresse tal transformação, já que o homem deixara de ser o centro provedor da família e a mulher passa a assumir essa posição. Além disso, mudanças de papeis não ocorre somente no âmbito financeiro, mas também no afetivo em que o modelo o qual a mulher cuida da casa caminha paralelo ao de homens fazendo trabalho domésticos, ditos ‘‘femininos’’, como cuidar dos afazeres domésticos, crianças e afins.
Em conformidade ao exposto, o modelo tradicional familiar sofreu transformações com a atualização do mundo e mudanças nos hábitos da sociedade. Contudo, ainda há entraves que possibilitem a aceitação dos diversos modelos entre eles, o principal, estão a resistência em considerar moldes familiares diferentes do tradicional, pois há inúmeras formações que buscam o devido respeito frente a uma sociedade rígida a mudanças. No entanto, medidas governamentais auxiliaram bastante como é o caso do casamento homoafetivo o qual foi aceito no Brasil em 2013, permitindo e legalizando que outros modelos de família se instalem no país. Ademais, a adoção de crianças, as possíveis separações e conciliações, novos rearranjos entre as famílias dão origem a novos grupos os quais desejam seu espaço e o devido respeito, por meio da aceitação e tolerância mútua.
Evidencia-se, portanto, a necessidades de medidas que auxiliem em tal processo de transformação. Desse modo,cabem as instituições de ensino junto ao indivíduo propiciar formação para a cidadania das crianças e adolescentes, mas também promover a inclusão, por meio de atividades lúdicas que envolvam as diversas famílias, palestras, debates e, quando possível, apoio psicológico, para que, assim, ‘‘mostre às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos’’, como citou Michel Focault, produzindo uma mentalidade mais maleável às transformações que a família pode e irá passar.