O conceito de família no século XXI
Enviada em 17/02/2019
Ser família é amar
Segundo Aristóteles, a cidade prevalece sobre as famílias e povoados, mas não há cidade sem família. Nesse contexto, no Brasil, o artigo 226 da Constituição garante que a família tem total proteção do Estado, sendo que para tal é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar. No contexto social vigente, essa afirmação torna-se inadequada, pois novas estruturas familiares já são uma realidade incontestável.
Em primeira instância, cabe mencionar que a família é o primeiro exemplo para o indivíduo do que é viver em sociedade. O aprendizado de respeitar e interagir com o outro é ensinado por meio do convívio familiar. Sendo assim, não existe um conceito exato sobre o que é família. Isso é algo que se constrói e se modifica ao longo do tempo, acompanhando as mudanças sociais. O censo de 2010 do IBGE mostrou que 49,9% dos lares visitados eram compostos por família tradicional, já 50,1% a família ganhou novas formas.
Outro fator importante é que diante do surgimento desses novos modelos surgiu também os desafios. A sociedade ainda tem muito preconceito enraizado, pois aquilo que é diferente assusta e a falta de informação contribui ainda mais para isso. A chance de praticar a tolerância e a empatia surge quando a diversidade é colocada em pauta.
Entende-se, portanto, que as novas instituições familiares merecem tanta atenção quanto qualquer outra. Dessa forma, é importante o sistema jurídico acompanhar a evolução da comunidade e diminuir o descompasso existente entre eles. Juntamente, as escolas e a mídia poderiam investir em palestras e propagandas que incentivem desde às crianças até os idosos a respeitarem essas famílias. O que faz uma família ser considerada uma não é as pessoas que a compõem, mas sim a capacidade de amar que elas têm.