O conceito de família no século XXI
Enviada em 17/02/2019
A ideia que se tem de família hoje não é como de antigamente, visto que existe um constante desenvolvimento social e jurídico sobre o tema, aonde o seu conceito vem sendo amplificado com o passar dos tempos. Antigamente, o modelo predominante era o patriarcal, no qual se tinha a figura do “chefe de família” sendo o pai, era o líder, o centro do grupo familiar e responsável pela tomada das decisões era tido como o provedor e suas ordens deveriam ser seguidas por todos. Hoje existem vários tipos de família, sendo composta por uma mãe solteira, um casal de lésbicas ou um casal homossexual. Porem, esse novo modelo não é bem visto na sociedade que é marcada pelo machismo, tendo ainda muito que se discutir para que sejam reconhecidos e respeitados como uma instituição familiar. Nesse contexto, de acordo com o sociólogo francês, Emile Durkheim a família é o primeiro ambiente de socialização do sujeito individual, e por diversos fatores este torna-se um grupo social distinto dos demais, pois molda o caráter do individuo para se tornar um bom cidadão. Diante pensamento pode-se ver que a família não depende de quem é formada, mas o intuito dela no âmbito social. Infelizmente a sociedade não enxerga a boa criação e o bom ensinamento moral e educacional que o lar proporciona, mas de quem ele é composto, se é por um casal heterossexual ou por um casal homossexual, sendo o segundo mal visto por uma parcela da comunidade que é machista e conservadora e considera esse novo modelo como algo anormal, não visando que a criação da criança muitas pode ser melhor do que a de uma família padrão. Comprova-se isso segundo a pesquisa, apresentada na reunião da Academia Americana de Pediatria, na qual afirma que filhos de pais gays têm índices de bem-estar semelhantes aos das crianças criadas por heterossexuais. Além disso, as crianças pertencentes às famílias “não convencionais” sofrem preconceito constantemente do grupo social, que é conservador e utiliza uma ideia ultrapassada de família para privar a constituições de novos tipos familiares. A violência verbal e física contra pessoas LGBTs é vista periodicamente nos noticiários e uma das inúmeras consequências disso é o medo de adotar. A hostilidade também é comum quando se trata de mães solteiras, que, além de terem que dar conta da criação dos filhos, enfrentam a discriminação e duros olhares. Pode-se ver isso no caso da atriz mirim do Globo, Ana Karolina Lannes, que junto com a fama, teve de enfrentar ainda criança a fofoca midiática da sua vida íntima de revelar e criticar que é criada por um casal de gays. Dessa forma, portanto, fica evidente que a questão do preconceito perante aos novos modelos de família contemporâneos é um problema e exige medidas imediatas. Cabe ao Ministério da educação, em parceria com as escolas promover debates e palestras com representantes das diferentes famílias, pais e psicólogos mostrando que não importa por quem a é formada, mas o seu papel na formação da criança, para poderem encarar o conceito de família com outras visões, sem o estereotipo colocado pela sociedade patriarcal.