O conceito de família no século XXI

Enviada em 23/05/2019

No Brasil, a pluralidade familiar cria uma mosaico cultural. Entretanto, dessa apenas a tradicional e a monoparental são consideradas legítimas. Por isso, o conceito de família deve ampliar-se abrangendo todos os seus tipos, para que haja justiça e afetividade parental.

Primordialmente, percebe-se que a falta de abrangência nesse conceito é ilegítimo. Segundo o filósofo John Rawls, para existir justiça, todos os cidadãos precisam ser postos em igualdade perante à lei. Desse modo, há uma situação não equitativa no Brasil, porque acontece a diferenciação por gênero. Portanto, precisa-se debater esse comportamento segregatório, de forma que a sociedade, como meio de mudar o Estado, entenda que família vai muito além da tradicional - homem e mulher.

Ademais, esquece-se que a união familiar também carrega emoção. Para o jornal Justiça em Foco, a afetividade - cooperação e sentimentos - é característica básica  da família. Isso aponta, que esse núcleo social - na juridição do século XXI -  não leva em conta o amor e proteção que ele representaria. Como se na visão lícita ele fosse apenas mais um  contrato. Assim, necessita-se ampliar essa definição, trazendo à tona esse atributo fundamental.

Logo, a menos que medidas sejam tomadas, o conceito de família persistirá como um problema social. Para que ocorra uma mudança, os pais, como parte da primeira educação, devem ensinar os filhos que todo os tipos de união são válidos, desde que haja afetividade. Essa transmissão de ideias acontecerá por meio de debates dentro das casas. Desse modo, as crianças entrarão na  escola com uma base forte. Cabendo ao professor aprofundar o  assunto, evidenciando a injustiça causada por essa ínfima definição. Assim, eles terão sustentação para mudar as leis e o comportamento social. A fim de que no futuro, esse mosaico  seja cada vez mais colorido.