O conceito de família no século XXI

Enviada em 23/05/2019

Durante um longo período, as famílias consideradas “normais” para a sociedade ocidental eram formadas apenas pela união entre um homem e uma mulher. No entanto, com a evolução e a maior visibilidade de diversidade sociocultural, esse conceito de família se tornou ultrapassado e unilateral. Sendo assim, é necessário que haja o debate sobre esse assunto, para que mais pessoas possam entender e respeitar os diversos núcleos familiares.

“O importante é o amor” diz a psicanalista e pedagoga Cristina Silveira ao referir-se à existência das familiares supracitada, “A formação de famílias diferentes das tradicionais é uma realidade e isso faz muito tempo” acrescenta ela. A partir disso, é possível admitir que núcleos familiares do século XXI vão muito além das relações heterossexuais ou consanguíneas, eles também podem ser representados por casais homoafetivos, um pai ou uma mãe solteira, tios ou avós, isto é, qualquer pessoa cujo amor é a principal forma de cuidado.

Entretanto, a intolerância e a desinformação ainda estão presentes na sociedade, sendo visível, por exemplo, no próprio Estatuto da Família, de autoria do Deputado Anderson Ferreira, que reconhece família apenas relacionamentos heteroafetivos, posicionando-se contra a realidade brasileira e mundial.

Tendo em vista o que foi exposto, é essencial que a Câmara dos deputados reavalie o Estatuto anteriormente citado, apresentando uma iniciativa menos retrógrada e mais abrangente acerca da diversidade social, além disso, grupos militantes devem utilizar das propagandas de conscientização, por meio, principalmente, das redes sociais para incentivar o respeito e apresentar as semelhanças entre as famílias tradicionais e as fora do padrão, por anos, imposto, à população; para que com isso, o conceito de família além da tradicional possa ser respeitado e passar a representar completamente os cidadãos do século XXI e posteriores.