O conceito de família no século XXI

Enviada em 23/05/2019

O conceito de família é algo extremamente individual, pois cada ser tem o direito de definir a partir de seus relacionamentos e níveis de afetividade, quem irá formar seu núcleo familiar, independente de ligações biológicas. Infelizmente, diversas vezes este assunto está atrelado ao preconceito.

Esse preconceito geralmente parte de indivíduos que enxergam o conceito de família como um padrão a ser seguido pela sociedade, condenando quaisquer tipos de núcleos familiares que não sejam considerados os “tradicionais” caracterizados por uma união estável entre um homem e uma mulher, que são retratados com grande frequência em novelas, livros, entre outros, fazendo com que as pessoas adotem esse modelo como sendo o único, e portanto, o correto.

Entretanto, núcleos sociais como casais homoafetivos, paternidade ou maternidade socioafetiva, entre outros, são tão frequentes quanto os considerados padrão e têm enfrentado muitas dificuldades. Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça aprovou uma lei em que o casamento homo afetivo deve ser reconhecido em cartórios e considerado como união estável, todavia, a realização do casamento homoafetivo continua sendo um empecilho em muitos países devido ao preconceito estabelecido nas sociedades. Além do mais, outra dificuldade recorrente ao falar de núcleos familiares é a falta de oportunidades oferecidas à mães solteiras, por serem consideradas incapazes e inferiores.

Deste modo, devemos transformar a visão padrão de família em um núcleo social onde há amor, pois isso é a base para uma família estruturada, que dará origem a indivíduos bem resolvidos, de forma a não causar problemas sociais futuramente. Sendo assim, quais indivíduos constituem a família, de que modo, ou quantidade, não importa, pois o único fator que deve ser adotado como padrão, é um lar amoroso e acolhedor, que forneça uma boa estrutura.

Desta forma, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Assim sendo, o Ministério de Educação e Cultura deve promover campanhas conscientizadoras nas escolas, como palestras, para que as crianças desde cedo tenham a noção da existência dos diversos modelos da família. Ademais, as emissoras de televisão, por serem formadoras de opinião, devem retratar em programas de alto alcance, como as novelas, os diferentes tipos de família, de modo a tornar cada vez mais comum e romper as barreiras existentes entre esses modelos “fora dos padrões” e a sociedade, para uma convivência harmoniosa e pacífica.