O conceito de família no século XXI

Enviada em 23/05/2019

O modelo de família construído na era colonial, e seguido ao longo dos demais anos, era o patriarcal, ou seja, instituição composta por uma mulher, filhos e o homem, sendo este último quem comandava todos os aspectos da casa e sendo também o único relacionamento aceito pela igreja, principal dominadora dos assuntos sociais. Contudo, com o aumento significativo de discussões atuais relacionadas à esse padrão imposto, foi considerado a formação de outros tipos de núcleo familiares como mães e pais solteiros, casais sem filhos e a junção e adoção de filhos por casais homoafetivos.

Levando em consideração as modificações atuais citadas acima, é possível dizer que tais transformações se deram por conta de fatos como a personalização da mulher na sociedade, isto é, o crescimento da autonomia feminina sendo, inclusive considerada “chefe” de família mediante uma sociedade machista. Contemporaneamente, milhares de mulheres possuem independência financeira e /ou são responsáveis pelo mantimento dos filhos, sendo elas solteiras ou casadas. Outrossim, foi a liberalização dos costumes, quer dizer, o desenvolvimento de prática contraceptivas. Assim, o número de filhos ou a não concepção deles tornou-se possível e garantiu às pessoas maior autonomia sobre o seu corpo.

Pode-se destacar como outro fator para alterações do modelo familiar a maior aceitação e naturalização do divórcio, procedimento que possibilita a formação de novas famílias e novas estruturações familiares como o crescimento de crianças por pais não biológicos ou por pais que se descobriram homossexuais após o casamento. Seguindo esse tema, o sociólogo Émile Durkhein escreveu a “Introdução à Sociedade da Família”, neste curso ele preocupa-se com os problemas que a mudança e a alteração de funções dentro da família poderiam trazer. Para ele todas essas modificações, principalmente o divórcio mútuo, eram prejudiciais ao indivíduo e aos filhos, além de levar ao provável suicídio. Porém, é notável que apesar desta fatalidade as mudanças familiares proporcionou às pessoas mais liberdade e a partir deste fato a felicidade de poder encontrar parceiros certos ou mesmo ficar solteiros.

Em suma, é necessário que debates sobre o referido assunto seja tratado nas escolas, a fim de minimizar o preconceito, isto é, disponibilizar um ensinamento sobre o tema homossexualismo e dar apoio às crianças vítimas de pais divorciados, através de palestras e conversas na sala de aula. Urge também a importância que órgãos governamentais como a Defensoria Pública agilizem processos de divórcio que em sua maioria se estendem por anos e acompanha o crescimento dos filhos.