O conceito de família no século XXI

Enviada em 27/05/2019

Família do século XXI

O tempo passa, o mundo muda e as coisas não ficam estagnadas para sempre. A sociedade está em constante mudança, como por exemplo, a forma como as famílias se relacionam e se formam.       Século XXI, o século que supostamente era para ser sem preconceito, época em que as mulheres já lutaram, e estão em luta constante pelos seus direitos. Todavia, sempre se tem aquela frase que já deveria ser ultrapassada, “eu aceito, mas…”. Muitos possuem uma mentalidade antiga, que não aceitam as transformações da sociedade, ou que de algum modo sentem-se desfavoráveis com a pluralidade da família moderna. A sociedade que diz ser tão tolerante mostra-se bem o contrário frente às diferenças.       De acordo com a psicanalista e psicopedagoga Cristina Silva, as crianças conseguem rapidamente entender e assimilar as diferentes famílias sejam elas homoafetivas ou não. As crianças compreendem que o núcleo da família que importa, o amor de cada uma.

De acordo com o IBGE, o número de casais homoafetivos com intenção de adoção ou união estável no país cresceu mais de 30% em relação aos anos anteriores. Contudo, entrevistas mostram que esses casais encontram dificuldades, sejam resistências sociais, políticas ou religiosas, e isso reflete no que tange a formação de um grupo familiar saudável, já que muitos pensam que é um improvável a criação de um indivíduo com valores morais tendo pais que fugam do “padrão” imposto pela sociedade ao longo dos anos.

Neste ano de 2019, o STF (Supremo Tribunal Brasileiro) em sua maioria decidiu que a homofobia é crime no Brasil. Este é um grande passo para conseguirmos um futuro mais igualitário, independente da orientação sexual. Contudo, não adianta apenas o governo federal se mobilizar para termos um futuro melhor, a população em geral deve deixar as diferenças e preconceitos de lado e olhar com mais empatia para o próximo. Organizações, sejam elas governamentais ou não, devem fazer a sua parte por meio de campanhas contra homofobia e uma sociedade mais justa, porém isso deve ser a vontade de cada um. Instituições de ensino devem incluir as novas definições de família, seja por meio de filmes, palestras ou debates. Com isto formaremos crianças mais respeitosas, livres de preconceito.