O conceito de família no século XXI
Enviada em 27/05/2019
Desde muito tempo, nossa sociedade foi pautada com uma visão conservadora em que a família considerada “normal” é aquela composta por um homem, uma mulher e seus filhos. Entretanto, o desejo de formar uma família e ser aceito pelos demais não acontece somente entre pessoas do mesmo sexo e mesma estabilidade, e como brasileiros comuns, merecem o devido tratamento.
Em 2800 a.C., um poeta desconhecido escreveu a mais antiga epopeia preservada pela história, a Epopeia de Gilgamesh. A epopeia inclui a primeira história de amor homoerótico retratada pelos personagens Gilgamesh e Enkidu. Este é uma prova que, este tipo de relacionamento, assim mesmo como a formação de famílias a partir deste, existem a muito tempo, portanto, o preconceito e a injustiça por parte das pessoas mais conservadoras que os julgam, não será maior que esta forma de amor, pois ela não deixará de existir.
Segundo o IBGE, representa 49,9% dos domicílios, enquanto outros tipos de famílias já somam 50,1%, e mesmo assim, na Câmara dos Deputados, houve uma comissão especial referente a um projeto do Estatuto da Família. Nele, seria considerado como família apenas os núcleos formados pela união de um homem e uma mulher, ou seja, reforçando a exclusão das novas estruturas que tem surgido e crescido no país.
Desse modo, nota-se o nível do preconceito incrustado no Brasil, não apenas em relação a casais homo afetivos, mas também a famílias formadas por pais ou mães solteiros, e mesmo assim, estes podem provar o valor do respeito ao próximo.
Caso o problema visto pelos brasileiros seja a influência para crianças, deve-se pensar que elas não sofrerão com isso, pois conseguem rapidamente aceitar as composições familiares diferentes das delas, e compreender que o fato mais relevante é o amor envolvido no núcleo.
Em virtude dos fatos mencionados, deve-se ter em mente que outras formações familiares, não é menos válida ou digna, e com isso, deve-se levar as pessoas mais informações para se tornarem mais tolerantes. Para isso, é necessário que novas pesquisas sejam feitas, assim como incentivos do Estado, para circular estas, onde devem mostrar através do meio de comunicação a validade das famílias que não são “tradicionais”. A desinformação pode causar este tipo de pensamento retrogrado pautado no preconceito, portanto, com o maior veículo de conhecimento, essa forma de pensar poderá ser alterada, ocorrendo uma desconstrução dos padrões conservadores, para que assim, todos vejam que o importante é o valor dos vínculos, não importando em qual família seja.