O conceito de família no século XXI

Enviada em 27/05/2019

Ao comparar o que as pessoas antigamente compreendiam por família, com o que é entendido nos dias de hoje, percebe-se grande diferença na concepção, e formas de organização da sociedade. Em virtude da revolução tecnológica, observa-se o quanto os conjuntos familiares de hoje se distanciam dos moldes tradicionais, porém é fundamental ressaltar que nem por isso sejam menos legítimos ou menos válidos. Cada vez mais, a família é interpretada por pessoas que estão sob o mesmo teto, onde há amor e carinho, de forma que faça o indivíduo sentir-se acolhido e protegido.

Devido a gama de recursos e órgãos disponíveis atualmente para auxiliar e facilitar o modo de vida das pessoas, a necessidade de existência de uma estrutura familiar fixa com divisões de tarefas pré-determinadas e socialmente impostas torna-se nula. A interdependência das pessoas tende a diminuir, e com isso, as famílias podem estruturarem-se mais livremente, não em razão da necessidade, mas sim do que elas verdadeiramente deveriam se embasar: no amor mútuo entre aqueles que a compõe.

Em razão de que, como em muitas sociedades, existe certo grau de relutância em relação as mudanças, motivada por um sentimento conservador humano (que até certo limite, é fundamental, para que as mudanças da sociedade não sejam tão repentinas, e sim graduais), muitos indivíduos sofrem graves preconceitos, que vão de agressões verbais, até mesmo a agressões físicas, o que fere os direitos dos cidadãos de um país. Consta na Constituição, nas cláusulas pétreas, o direito e garantias individuais. Portanto, aquele que desrespeita um indivíduo por possuir diferentes formas de família tradicional (como exemplo, mães solteiras e uniões homoafetivas), comete um crime ao julgar e menosprezar os demais.

Com a mudança da rotina das pessoas, natural no processo de evolução social de uma nação, as formas de se organizarem, em convívio com os demais, se altera, para que cada vez mais se possa garantir o bem-estar e boas condições de vida das pessoas. Não é uma questão de escolha, e sim adaptação da espécie humana, com a finalidade de aprimorar e evoluir, o que oportuniza o desenvolvimento do homem, e o obstáculo que se enfrenta para esse acontecimento são as mentes retrógradas e preconceituosas, que infringem a Constituição em prol de seu conservadorismo.

Logo, para que este obstáculo possa ser superado, basta utilizar dos meios legais que já existem atualmente, como a justiça, para lutar e punir os criminosos, bem como cada indivíduo que compreenda a importância disso, deva militar e manifestar-se (publicamente, em forma de protesto) contra o preconceito que assola a nação e impede um convívio harmônico dentro de uma comunidade. Se a sociedade se respeitar, cada vez mais as “novas famílias” se integrarão como formas padrão de família.