O conceito de família no século XXI

Enviada em 27/05/2019

Muito se discute sobre o modelo de família na sociedade e as mudanças vindas de alguns anos. Durante muito tempo, o conceito se definia exclusivamente pela união entre um homem e uma mulher, onde assim se constituía uma família. Entretanto, varias modificações levaram a abertura desse protótipo padrão, fugindo assim do modelo “tradicional”, abrindo caminhos para mudanças de opiniões.

Tendo em vista esses aspectos, é importante analisar o motivo principal de tantas modificações vistas em relações familiares. Nesse sentido, até o final do século XVIII os casamentos não eram baseados em afeto e amorosidade, mas sim em questões religiosas, econômicas e política, sendo muitas vezes escolhidas por membros da família. Com a evolução da humanidade e com um maior aumento de pessoas expondo seus sentimentos e suas escolhas, obteve-se um aumento gradativo de casamentos homoafetivos. Sendo assim, segundo O Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, demonstrou que aproximadamente 33% das famílias brasileiras são formadas por novos arranjos familiares.

Dando continuidade do assunto, apesar de que essas novas alterações de padrão tenham apresentado resultados positivos, ainda se observa dificuldades quanto a aceitação da sociedade como um todo aos novos núcleos familiares. Criou-se uma falsa ideia de que a formação dos indivíduos só é feita com a referência de um homem e uma mulher. Entretanto, estudos da área de psicologia mostram que a relação familiar não se baseia em laços sanguíneos, e sim afetivos.

Além desse aspecto, existe outros motivos apontando essas mudanças, como a inserção das mulheres no mercado de trabalho, transformando-as em chefes de família e a possibilidade de divórcio. Sendo que antes era proibida em sociedades mais antiga, onde o homem agia como “líder”.

Em virtude dos fatos mencionados, mesmo com o aumento liberal na sociedade, ainda há pessoas preconceituosas e conservadoras que vão contras as ideias inovadoras. Assim, cabe o Governo Federal, junto com as mídias e às instituições educacionais desenvolver campanhas contra o preconceito, onde forneceram argumentos e explicações sobre o assunto. Além disso, projetos estudantis nas escolas, incluindo os alunos também são importantes, assim a criança pode aprender desde pequena a respeitar as decisões de todos ao redor.