O conceito de família no século XXI

Enviada em 04/06/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o preconceito com o novo conceito de família, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intimamente ligada à realidade do país, seja pelo desrespeito que as “famílias não tradicionais” sofrem, seja pela mesma não ser considerada um exemplo para a população. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. De maneira análoga, é possível perceber que a falta de humanidade com os casais homoafetivos rompe essa harmônia, haja vista que muitos são menosprezados em ambientes públicos, deixando-os constrangidos com tamanha crueldade.

Outrossim, destaca-se, a tristeza de filhos que são desprezados por outras crianças como impulsionador do impasse. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o novo modelo de familiares não é bem aceito pela comunidade, isso acaba gerando alguns transtornos psicológicos para esses casais e filhos, por não se encontrarem na sociedade em si.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, a mídia de investir em campanhas na internet, com intuito de melhorar a convivência no geral. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o MEC deve promover palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a discriminação ao novo conceito familiar, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus.