O conceito de família no século XXI

Enviada em 29/05/2019

Para família não a padrão, a amor.

Segundo o médico Augusto Cury, o sonho de igualdade só pode ser construído em um terreno de respeito pelas diferenças. Analisando esse pensamento, observa-se que a base para igualdade é o respeito. Entretanto, as famílias do século XXI por não se encaixarem nos padrões impostos pela sociedade enfrentam inúmeras dificuldades, por causa do preconceito e desrespeito em torno delas. Dessa maneira, é crucial combater esse cenário, o qual está vinculado a reflexos históricos e a falta de informação ofertada a população.

A princípio, as famílias patriarcais eram formadas por um homem, mulher e crianças. Em relação a isso, o sexo feminino nesse período era submisso ao sexo masculino, porém, nos dias hodiernos ocorreu alguns avanços. Nessa perspectiva, destaca-se a ascensão das mulheres no mercado de trabalho, o homem ajudando nas tarefas da casa e a constituição familiar também mudou, observa-se casais homoafetivos e núcleos familiares pluriparentais. Todavia, os preceitos patriarcais ainda predominam nos dias atuais, criando-se o terreno ideal para indivíduos praticarem preconceito e intolerância com essas famílias contemporâneas, pelo fato de não se encaixarem nos padrões discriminantes impostos pela sociedade.

Outrossim, é indubitável que o papel da mídia é propagar notícias. Contudo, ocorre poucas divulgações quando o assunto se trata das famílias atuais e os direitos a elas garantidos. Desse modo, pode-se destacar que uma das principais causas do preconceito é a desinformação, dessa maneira, parafraseando o ativista Michel Foucault, é necessário mostrar as pessoas que elas são livres de ideologias errôneas construídas em outros momentos históricos. Desse modo, tal pensamento pode se tornar realidade por meio de divulgações, tendo como exemplo dados do Conselho Nacional de Justiça que destaca a lei em vigor em 2013, na qual garante o direito ao casamento de casais do mesmo sexo.

Diante do exposto, é notório que o preconceito e à falta de informação se configuram um empasse para as famílias atuais. Portanto, cabe ao Estado investir em campanhas midiáticas, falando acerca dos direitos exercidos pelos casais homoafetivos, tendo como exemplo a adoção e o casamento, visando atenuar o preconceito da sociedade e mostrar que todos são iguais mediante a lei. Ademais, as escolas deverão fornecer para os alunos e pais, palestras falando acerca da pluralidade familiar, buscando mostrar que a base para família é o amor e respeito independente do sexo.