O conceito de família no século XXI

Enviada em 22/06/2019

Segundo Nelson Mandela, é dever do Estado propiciar um ambiente facilitador para a manutenção do bem-estar social. Entretanto, no que tange às novas configurações de família no século XXI, percebe-se que esse dever não sai do papel, uma vez que o preconceito e a desinformação social corroboram com essa problemática. Infere-se, assim, que a ultrapassada mentalidade social, a educação e cultura conservadoras impactam negativamente na aceitação desses novos arranjos familiares.

É inegável que as organizações familiares têm mudado muito nos últimos anos. A ideia de que família é composta exclusivamente por homem, mulher e filhos é retrógrada, já que o laço consanguíneo foi proposto originalmente na Bíblia. Esse conceito é restritivo e não representa mais a maioria das famílias brasileiras, visto que apenas 48,9 % apresentam a união tradicional. Isso ocorre porque, com o tempo, essa concepção perdeu três critérios: o econômico, pois antigamente filhos eram criados para ajudar a família, principalmente em mão de obra; o religioso, já que a igreja não arbitra mais as relações conjugais; o social, por quanto as relações familiares ganharam flexibilidade, como por exemplo na situação do divórcio.

É importante destacar que a independência da mulher contribui diretamente nas alterações familiares. A inserção da mulher no mercado de trabalho lhe proporcionou maior autonomia. Com isso, passou a ter menos tempo em casa,  acentuando a divisão de tarefas entre homem e mulher. Assim, diminuiu o número de filhos e mudou-se o paradigma social econômico.

Diante disso, é de suma importância que o governo evite leis excludentes que beneficiem poucos grupos. Para isso, é importante que a escola e a família promovam ações educativas sobre o problema, com o objetivo de maior admissão às novas configurações. Só assim alcançaremos o bem-estar social almejado por Nelson Mandela.