O conceito de família no século XXI
Enviada em 14/07/2019
Na animação Lilo e Stich dos estúdios Disney, é retratada uma família não tradicional, composta por Nany e Lilo, duas irmãs órfãs, além dos extraterrestres Stich, Jumbla e Peakley. Nesse sentido, a narrativa foca na construção familiar e aproximação dos indivíduos, demonstrando que a definição de família relaciona-se com a união de pessoas por meio do amor, e não exclusivamente a configuração padrão heterossexual estabelecida. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada ao mundo do século XXI: gradativamente o conceito tem tornado-se cada vez mais amplo, além do surgimento das novas composições familiares, rompendo com a ideia habitual.
Em primeiro lugar, é importante destacar as novas configurações familiares no mundo atual, como as famílias homoafetivas, monoparentais, multiparentais ou qualquer outra união socioafetiva. Em todos esses casos, há neles uma multiplicidade de amores, de diversidades, tanto quanto a ideia tradicional e estabelecida culturalmente da relação pai, mãe e filhos. As definições modernas tornaram-se mais comuns que o padrão moralmente aceito, demonstrado em uma pesquisa feita pelo IBGE que, casais heterossexuais casados e com filhos correspondem a 49,9% das casas visitadas, enquanto os outros 50,1% eram famílias de diversas formas. Diante do exposto, é evidente que as composições diversas converteram-se em um quadro majoritário e devem ser respeitadas na sociedade brasileira.
Por conseguinte, vale ainda salientar o conceito de família no mundo contemporâneo. Segundo o dicionário Houaiss, define-se como o núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que compartilham o mesmo espaço, mantendo uma relação solidária entre si. Sob tal ótica, as mudanças e as diferentes relações familiares são fenômenos gradativas no cenário atual, transformando e tornando abrangente, uma definição, que por tempos, apresentava somente um significado. Entretanto, ainda há preconceito e intolerância diante das diversidades, corroborando com a homofobia e a não aceitação de famílias homoafetivas, além da desinformação da sociedade.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Dessa maneira, urge que o Governo Federal em parceria com os Estados e Municípios, campanhas de incentivo governamental para debates comunitários e seminários sobre o tema em escolas, instituições e universidades, a fim de aumentar a tolerância e o respeito a diversidades. Além disso, o poder público em junção à mídia, devem promover a disseminação de campanhas publicitárias, projetos televisivos, que visem definir a família como um meio de união e afeto que independe de suas variedades e diferenças. A partir dessas ações, espera-se promover e superar o preconceito e a intolerância contra as inúmeras configurações familiares.