O conceito de família no século XXI
Enviada em 13/09/2019
É inquestionável a afirmativa de que a família é um pilar fundamental para toda uma estruturação de uma comunidade. Todavia, com os novos padrões morais da sociedade brasileira hodierna, o conceito de família como grupo constituído pela união exclusiva de um homem, mulher e filho(s) está cada vez mais obsoleto. Dessa forma, é importante pôr em xeque a família do século XXI, visto que o preconceito enraizado sobre diferentes modelos familiares impede o estabelecimento concreto desses grupos como tal instituição social.
Mormente, uma justificativa que desestabiliza essa concepção arcaica de família se dá em uma notícia difundida pelo G1, em 2017, que dizia que de 2005 a 2015 o Brasil ganhou mais de um milhão de famílias formadas por mãe solteiras. Dessa maneira, conclui-se que, em um Estado regido por um sistema democrático, a opção por definir o que é família deve ser de caráter particular. Assim, tanto o moralismo conservador quanto o moralismo liberal teriam espaço para coexistirem sem que um inibisse o outro.
Ademais, um provérbio chinês diz:´´ Quando as raízes são profundas, não há razão para temer o vento``. Nesse sentido, mesmo circundadas por uma visão, ainda, preconceituosa, cabe destacar o papel ímpar que essas próprias famílias modernas possuem na mudança desses paradigmas, uma vez que a simples existência somada a partilha de laços afetivos demonstram o quão errado é tal definição e a necessidade de modificá-la.
Portanto, percebe-se a necessidade de, ao menos, uma medida para amenizar parte dessa conjuntura. À vista disso, cabe ao MEC(Ministério da Educação) investir em campanhas socioeducativas, por meio das diversas áreas de comunicação, como televisão e redes sociais, de forma que conscientizem às massas a normalidade e os iguais direitos dessas novas instituições. Assim sendo, parte do problema será resolvido e o Brasil, enfim, caminhará para um futuro melhor para com todos.