O conceito de família no século XXI

Enviada em 22/09/2019

Para o ativista político Nelson Mandela: “democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria é uma concha vazia”. Essa visão, embora correta, não consta no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, posto que se tornou frequente a falta de instruções aos infantes, o que evidencia um atraso na educação do país, sobre os novos conceitos de família nas diversas relações cotidianas. século XXl,no brasil,hodiernamente,verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria,mas não,desejavelmente,na prática.Se por um lado, a Constituição Federal garante um Estado laico,por outro, a religião católica defende a ideia de família com relacionamento inseparável entre homem e mulher,desmonstrando que a religião,atualmente,ainda tem muita influência na sociedade . Isso ocorre, tanto pela inação das esferas governamentais, quanto em função de problemas no sistema educacional. Assim, hão de serem analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz. A priori, é imperioso destacar que o problema do tema deriva, entre outras coisas, da baixa atuação dos setores governamentais. Acerca disso, é pertinente saber que o filósofo grego Aristóteles propunha que a política deveria ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio fosse alcançado na sociedade. .De maneira análoga,é possível perceber que,no Brasil, a ideia de família tradicional nos dias atuais rompe essa harmonia,haja vista que os pensamentos dos brasileiros são pautados em valores arcaicos, como ter a ideia de família apenas entre uma união estável entre mulher e homem.Sendo assim,através de tal ação,nota-se um retrocesso à diversidade e à evolução social,ao causar empecilhos para a adoção e, até mesmo, o casamento de um casal homossexual,mesmo que ele tenha condição financeira e social para adotar uma criança. Outrossim, ainda há outro agravante mediante tal problemática. Assim, é evidente que a falta de conscientização sobre novos modelos familiares é um entrave para as famílias que fogem do padrão tradicional. É válido ressaltar que, conforme o educador Rubem Alves, não existe cultura sem educação. Nessa perspectiva, a melhor maneira para informar sobre os direitos e deveres básicos de um cidadão é instruí-lo desde a infância. Sendo assim, as escolas têm um papel fundamental na formação social do indivíduo ao criar a ideia de que que o alto o custo de vida urbano,fez com que as mulheres começassem a trabalhar formalmente e passassem a ser mantedoras únicas de suas famílias,fazendo com que a estrutura familiar começasse a mudar. Destarte, infere-se que que não aceitar novos conceitos de família é uma atitude inaceitável e,como tal,deve ser sanada. Nesse âmbito, é mister que o Poder Legislativo diminuía a rejeição social de casais homoafetivos, por meio de um projeto de lei que dê o mesmo direito do casal hétero ao homossexual no que tange a união estável e a adoção. Ademais, é viável a implementação do projeto “Famílias nas Escolas”, pelo Ministério da Educação, no qual os alunos e seus responsáveis são convidados a participarem de palestras e workshops no ambiente escolar, em que serão debatidos temas como diferenças e compreensão plena dos novos modelos familiares.Quiçá, assim, o tecido social se desprenderia de certos tabus ao incluir grande parte da comunidade nesse ideal de mudança cultural e alcançar, deveras, àquilo que fora apregoado por Nelson Mandela.