O conceito de família no século XXI
Enviada em 17/10/2019
O Modernismo o qual fora introduzido na sociedade brasileira nos anos de 1920 causara, de início, inconformidade em parte da população devido a incorporação de um novo conceito artístico, este, que por sua vez, rompia arquétipos da Arte tradicional. Paralelamente a esse movimento, o conceito de família tornara-se mais amplo e diferenciado do modelo tradicional de tal instituição. Esse fato, dar-se, portanto às mudanças ocorridas na sociedade, as quais semelhantemente ao Modernismo, causaram críticas dicotômicas em meio social.
A priori, convém ressaltar, que no decorrer das décadas, a constituição do grupo familiar sofrera modificações conforme mudanças recorrentes no âmbito social. Partindo dessa premissa, a tela “A Família” da pintora brasileira Tarsila do Amaral, de 1925, retrata o “modelo” tradicional d família brasileira vigente historicamente no cunho social daquela época, composta por um pai, uma mãe e muitos filhos. Tal representação, no entanto, difere-se da realidade contemporânea, isto porque o fator econômico e profissional em consonância com parâmetros conquistado pela mulher no mercado de trabalho ocasionaram na ocupação de casais em seus ofícios, tornando-os incompatíveis para a criação de muitos filhos. Dessa forma, tende-se, constantemente, a uma constituição menor do grupo familiar,
A posteriori, é válido enfatizar, que em virtude das relações homoafetivas, mais um esteriótipo de família, composta obrigatoriamente por pais héteros, viera, também , a ser dissolvido, tendo em vista a crescente formação de grupo familiar por esses casais. Não obstante, a edificação de um grupo familiar por pais biologicamente do mesmo sexo é tido com imoral por grande parcela da população. Isso, portanto, acaba por se tornar um empecilho aos processos de adoção acarretado pelo preconceito. Decerto, se a pintora modernista brasileira tivesse que exbolsar um novo modelo de família brasileira, pintaria o triste reflexo da discriminação para com os modelos das famílias tupiniquins.
Diante o exposto, cabe ao Estado iniciar políticas de planejamento familiar, tendo em vista a diminuição na taxa de natalidade futuramente, assim, prevenira-se-á a diminuição da população economicamente ativa. No mais, é imprescindível a atual da educação para com o combate ao preconceito aos novos conceitos de família. Desse modo, o Ministério da Educação por intermédio de bolsas oferecidas por universidades federais do País atuarão em escolas da rede pública a fim de levar, por meio de palestras interativas realizadas por sociólogos e filósofos em formação, questões em discussão na contemporaneidade brasileira, como por exemplo, dos novos parâmetros de família. Logo, desencadeariam o pensamento de jovens, culminando na tolerância das dicotomias sociais.