O conceito de família no século XXI

Enviada em 18/10/2019

Há muito tempo, o conceito de família não restringe-se somente a homem, mulher e filhos. De modo que, essas mudanças na estrutura familiar, podem ser atribuídas, não só a inserção da mulher no mercado de trabalho, mas também a livre opção sexual de cada indivíduo. No entanto, somente em 2003 que o Código Civil brasileiro passou a abranger as varias estruturas familiares existentes. Por isso, ainda temos uma sociedade conservadorista e preconceituosa.

Desde a Revolução Industrial, o papel da mulher na sociedade sofre mudanças. Além de sua entrada no mercado de trabalho, a desconstrução do patriarcalismo e a conquista de direitos, como o divórcio, gera novas configurações familiares. Ao encontro disso, a liberdade de escolha sexual de cada indivíduo, torna ainda maior essa pluralidade familiar. Desse modo diferentes arranjos começam a ser formados: dois homens (ou mulheres) com ou sem filhos; somente pai e filho; irmãos; avó e netos; por exemplo. Por conta disso, o Novo Código Civil passou a definir família como um grupo de pessoas unidas por laços afetivos. Não mais só co-sanguíneos ou união estável.

Convém lembrar, porém, que apesar das frequentes mudanças, ainda vive-se em uma sociedade fortemente conservadorista. Que destrata e maltrata tudo aquilo que é visto como diferente. Tais preconceitos, tornam-se evidentes nas escolas em datas comemorativas, como dia das mães ou dos pais. Já que, é solicitado a presença dos pais para a realização de algum evento. Assim, o aluno que possui uma formação familiar distinta, onde algum deles (pai ou mãe) não esteja presente, seja por qualquer razão, sente-se excluído e é ridicularizado pelos colegas. Como visto recentemente em GO, onde o pai, viúvo, a pedido da filha vestiu-se de “mãe” para que ela se sentisse mais acolhida.

Diante disso, de forma análoga a afirmação de Maquiavel, que diz que o preconceito tem mais raízes do que princípios, é necessário cortar essas raízes. Para isso, Deputados e Senadores devem criar leis de punição a quem pratica qualquer tipo de preconceito familiar. Além disso, a mídia, pode promover uma  maior divulgação dos diferentes núcleos familiares existentes, através de filmes, séries e novelas. Pois somente a partir da conscientização e educação da sociedade é que a intolerância será extinguida. Já as escolas, devem promover não um dia específico para cada um dos pais, mas sim um “Dia da família” ou então o “Dia de quem cuida de mim”. Desse modo, estará acolhendo e educando seus alunos, quanto as diferentes organizações familiares existentes na sociedade.