O conceito de família no século XXI
Enviada em 28/10/2019
“O importante não é viver, mas viver bem”, segundo Platão a qualidade de vida tem tamanha importância de forma que ultrapassa a própria existência. A qualidade de vida está diretamente ligada à sociedade que rodeia o indivíduo, suas relações pessoais e profissionais, cultura etc. A partir do momento em que suas escolhas e sua liberdade são ameaçadas pelo fato de sua constituição familiar não ser reconhecida como família por não seguir um “padrão” imposto historicamente pela sociedade, tal qualidade citada por Platão está sob ameaça.
As relações entre pessoas do mesmo sexo não é uma realidade consequente do século XXI, tais relações existem desde o momento em que o ser humano surgiu, inclusive, não só com o ser humano, pois há relatos comprovados de relações homossexuais entre as mais diferentes espécies do reino animal. Porém, desde o momento em que os humanos “criaram” uma sociedade com regra, surgiram também punições aplicadas para os quais insistiam em se relacionar com alguém do mesmo sexo, as quais eram extremamente severas, sendo esta escolha sexual considerada até mesmo uma doença, e as consequências podiam facilmente levar à morte do indivíduo. Com o passar dos anos, começou a se perceber uma aumento no número de casais homossexuais nas ruas, restaurantes e locais públicos, ainda que enfrentem muito discriminação e olhares preconceituosos, até mesmo graves agressões morais e físicas.
Com o maior número de casais do mesmo sexo assumidos, estima-se pelo IBGE que este número já alcance 60 mil casais homoafetivos, houve também uma crescente no número de processos para a adoção de crianças por estes casais. Infelizmente, a adoção em si já não é um processo fácil, tendo como adotantes duas pessoas do mesmo sexo, pode se tornar algo mais complexo. Por ser uma situação “nova”, com a qual não se lidava antigamente, muitas pessoas ainda não sabem lidar com tais situações, mesmo não tendo preconceito, podem vir a acontecer mal-entendidos. Parte da sociedade não apresenta problema algum em relação aos casais homoafetivos, por outro lado, há aqueles que agridem e discriminam esse conceito de família.
O Ministério da Família deve se preocupar na inserção destas famílias na sociedade, incentivando a adoção de crianças, oferecendo apoio psicológico aos casais adotantes ou não, levando para dentro das escolas informação, para que as crianças já tenham contanto com essas famílias e consequentemente terão informação suficiente para não sofrerem influência de pessoas maldosas ou desinformadas. Estas mesmas crianças levarão informação para dentro de casa. É de extrema importância que todos tenham o direito de formar sua família, a sua maneira e tendo qualidade de vida.