O conceito de família no século XXI
Enviada em 29/10/2019
O cenário brasileiro atual possui graves problemas de contornos específicos ao conceito de família, em pleno século XXI, em virtude do preconceito às uniões homoafetivas e a desvalorização das famílias não tradicionais. Nesse contexto, percebe-se um retrocesso contrariando a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, que defende a manutenção do respeito entre os povos.
Em primeiro plano, é preciso atentar para as problemáticas presentes. Nesse viés, Voltaire, no dicionário filosófico, diz: “o preconceito é uma opinião sem julgamento”. À vista disso, o preconceito não tem origem na crítica, mas na tradição, no costume ou na autoridade. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange tal questão.
Ademais, mesmo sendo aceitável a adoção por casais homossexuais, o preconceito é um obstáculo para a efetivação do processo adotivo. Essa mentalidade mesmo já provada ultrapassada, continua presente entre as camadas mais conservadoras da sociedade brasileira, contrariando os direitos dos homossexuais, que são constitucionalmente livres. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, existem, no Brasil, 8,7 milhões de crianças esperando por adoção, consequentemente, frutos de casais heterossexuais, as uniões que vão de encontro ao conceito de família responsável e exemplar.
Levando em consideração esses aspectos, faz-se necessário que o Ministério da Educação, desenvolva palestras em escolas, e campanhas publicitárias para o público adulto, utilizando entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras e peças de publicidade devem também ser transmitidas pelas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre as novas configurações da família contemporânea no Brasil e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, visto que a pluralidade é o futuro da humanidade.