O conceito de família no século XXI

Enviada em 29/01/2020

É evidente que a existência da família provém desde os tempos mais remotos, porém, seu conceito se tornou mais do que ser pai, mãe e filhos. Tudo isso por conta das mudanças nos núcleos familiares, assim como as modificações dos casais na sociedade. Consequentemente essas divergências em relação ao seu significado tem gerado conflitos e debates em relação a como são configuradas as famílias, os quais podem ser prejudiciais para a evolução de uma sociedade sem preconceito.

Segundo o filósofo e psicanalista alemão Erich Fromm “o amor é a única resposta sã e satisfatória ao problema da existência humana”, pois sem ele não existiriam laços familiares que atuam como papel importante para o desenvolvimento de uma criança. Em oposição a este pensamento, em fevereiro de 2015, a imprensa divulgou que Eduardo Cunha, que até então ocupava o cargo de presidente da Câmara dos Deputados, teria dado início a um projeto que afirmava, em seu artigo 2° “define-se entidade familiar como núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio do casamento ou união estável (…)”. O qual foi classificado como utilitarista, excluindo as famílias homossexuais por não agregar na base da sociedade.

Além disso, de acordo com dados do Censo de 2010 há 60 mil casais LGBT´s no Brasil, o que é equivalente a 53,8%, ou seja, a quantidade de famílias com integrantes de mesmo sexo continua crescendo e, como resultado, isso fará com que a classe considerada tradicional diminua. Situação que não parece ser um problema, já que a nova definição desta é dada por: “conjunto de pessoas que possuem um grau de parentesco e/ou afetivo, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidaria”.

Portanto, conclui-se que a sociedade atual apresenta grande diversidade, fazendo com que os antigos padrões estejam sendo quebrados gradualmente, afinal o importante mesmo é o amor e o respeito, entretanto não são todos que concordam com essa afirmação, mas é necessário que estes aumentem sua tolerância. Para isso, escolas poderiam promover rodas de conversa sobre as novas definições de família, a fim de inteirar os indivíduos sobre as diversas formas de amor, para que, desde pequenos, sejam capazes de respeitar as multiplicidades de casais, fazendo com que seja inserida a ideia de uma sociedade mais livre.