O conceito de família no século XXI
Enviada em 02/06/2020
Quando somos pequenos aprendemos que uma família é formada por pai, mãe e irmãos. Mas a verdade é que essa instituição vem se modificando muito com o tempo. Antes da Revolução Industrial, ainda no século 18, quando grande parte da população ainda morava no campo, as famílias eram maiores. Viviam na mesma casa avós, tios e sobrinhos. Foi somente com o surgimento dos centros urbanos que as famílias diminuíram e se tornaram nucleares. Dessa forma percebe-se que esse problema persiste por fatores da avanço da globalização e tecnológico.
Em primeiro lugar, nota-se que novas transformações ocorreram durante a década de 70. Muitos homens e mulheres não se conformavam mais em seguir adiante com um casamento infeliz e o divórcio deixou de ser visto como um bicho-de-sete-cabeças. Novas famílias formadas por pais separados, filhos da relação atual, e dos casamentos anteriores são cada vez mais comuns. Famílias de mães e pais solteiros também aparecem com mais frequência. De acordo com O Livro de Ouro do Sexo (Ediouro), escrito pela psicanalista Regina Navarro Lins e por Flávio Braga, nos Estados Unidos, uma em cada cinco crianças é criada sem a presença de um de um dos pais. E essa tendência se acentua em vários outros países, inclusive no Brasil.
Convém mencionar ainda que os avós, que antes tinham o papel de dar suporte às novas famílias, hoje se vêem diante de uma nova realidade. Muitos casais de meia ou terceira idade passam a se responsabilizar totalmente pela criação dos netos. Em grande parte dos casos, porque seus filhos ainda adolescentes e não tiveram condições emocionais e financeiras para consolidar uma união estável. Ainda não se sabe muito bem qual será o reflexo dessas novas configurações no futuro. De acordo com a psicóloga Eneida Ludgero, se as novas famílias conseguirem se reorganizar bem, não causarão danos aos filhos, nem à sociedade. “Uma família estruturada continua sendo responsável por dar segurança e ensinar valores. Casamentos que não evoluem são piores do que uniões rompidas”, esclarece.
Diante do conteúdo exposto, é possível compreender que as novas instituições familiares não são menos válidas do que as tradicionais e que deve-se levar às pessoas mais informação para que se tornem mais tolerantes. Para isso, são essenciais campanhas com incentivo governamental, acompanhadas de pesquisas que envolvem as novas famílias e comprovem sua eficiência e validez, serem veiculadas nos meios de comunicação, para que, desde as crianças até os idosos, entendam o valor do amor, não importa em qual família seja.