O conceito de família no século XXI

Enviada em 04/06/2020

“Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer.”. A frase, da animação Lilo&Stitch, revela um conceito de família aceito por muitas pessoas atualmente, de que uma não é, necessariamente, pai, mãe e filhos, mas também pessoas com algum tipo de relação afetiva, seja amorosa ou fraternal. Porém, pela Constituição Federal, uma família é o núcleo social formado a partir da união de um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável. A questão é: uniões homo afetivas, paternidades e maternidades socioafetivas não seriam também famílias?

Nos anos de 2010 e 2011, a adoção de crianças por casais homo afetivos e o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram legalizados, respectivamente, tornando-se um grande marco na comunidade LGBT+, que vem crescendo cada vez mais. Entretanto, estas uniões não são consideradas família pela lei, em contraste com o que parte da sociedade pensa ou considera.

Além disso, pais ou mães solteiros e seus filhos, também não são abrangidos pela lei, no quesito reconhecimento de família. Na maioria das vezes em que casos como estes são encontrados, aconteceu alguma situação de violência doméstica ou abandono, além das vezes que o parceiro - ou parceira - falece.

Logo, observa-se um problema complicado de resolver, uma posição sobre esse assunto vai de acordo com as ideologias de cada pessoa. Cabe ao Governo o papel de reconhecer - ou não - pessoas em situações como as citadas como família e através de pesquisas sobre o assunto, analisar a situação de cada pessoa e sua capacidade de desenvolver e sustentar uma família. À sociedade em si, cabe o papel de buscar entender o lado de cada pessoa e conscientizar-se à respeito das situações em que elas se encontram.