O conceito de família no século XXI

Enviada em 08/06/2020

A partir de 2011, o termo “homem e mulher” passou a não ser mais utilizado para definir família na Constituição Federal brasileira, fato de extrema importância para adequar o país na realidade contemporânea. Mas como a Constituição não muda a mentalidade das pessoas há ainda muito preconceito sobre famílias formadas por casais homoafetivos, recasamento, ou apenas um núcleo paternal. Isso se deve não só pela educação deficitária, como também pela má influência midiática.          Primeiramente podemos analisar a história do Brasil, onde as formações familiares se baseiam no modelo patriarcal, desde os tempos de colônia, herança que permanece até o século XXI. Diante disso, percebemos que falta a abordagem sobre as novas formações familiares dentro do ambiente escolar, espaço responsável pela socialização secundária das crianças. Desse modo, o pouco conhecimento sobre essas famílias pode levar ao ciclo do preconceito, que passa de pais para filhos através das gerações, um dos motivos que faz a população brasileira ter altos índices de discriminação,e ser predominantemente patriarcal.

Além disso, a mídia brasileira ainda tem receio de mostrar essas relações, justificando que vai contra ao legado da “família brasileira”. De fato muitas delas que dizem ser tradicionais são contra esse tipo de conteúdo, e por isso famílias que não se enquadram no modelo patriarcal não é tratado com frequência nos meios de comunicação, outro motivo que contribui para o aumento do preconceito. Muitas emissoras de televisão preferem retratar o dito modelo tradicional: pai, mãe e filhos, e na maioria das vezes omite as relações afetivas contemporâneas, e assim evidencia-se a necessidade de mudanças não só na mídia, como também na educação e mentalidade do sociedade.

Entende-se, portanto, que medidas são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação desenvolver projetos junto com as escolas, por meio de aulas, debates, palestras com psicólogos, afim de atingir não só alunos, mas também os pais, e tornar o tema sobre famílias modernas comum, e evidenciar sua importância , com o objetivo de cessar o preconceito diante dele. Cabe também as mídias socioculturais difundirem essa ideia através de filmes, novelas, reportagens, para levar informação a toda população. Com essas ações, o termo família na sociedade brasileira será usado como na constituição, e toda relação que envolva afeto será dada como família, e assim será combatido o preconceito e suas disfuncionalidades.