O conceito de família no século XXI
Enviada em 24/07/2020
Platão, um dos filósofos mais importantes da humanidade, falava, que “os homens vivem em um mundo de sombras, sem conseguir visualizar o mundo real”, tentando explicar a ignorância dos seres humanos. E agregando a isso, temos o conceito de família no século 21, que no Brasil, ainda busca uma verdadeira mudança, já que as famílias não consideradas “tradicionais” pela sociedade, ainda são alvos de muita crítica e humilhação, visando isso, é necessário que hajam mudanças nesse âmbito social, que possui como causas a ignorância da sociedade fundamentada no seu próprio preconceito.
Deve-se pontuar, que nos dias atuais, os direitos dos diferentes tipos de famílias é uma pauta muito discutida e questionada na sociedade, visando que o Estatuto da Família, defende que o conceito de família é “o núcleo social formando pela união entre um homem e uma mulher, por meio do casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. Esse conceito, causa muita revolta à aquelas famílias que não estão incluídas, pois esse Estatuto, alega que aquelas famílias defendidas em seu conceito, apenas tem uma proteção especial do Estado, por serem a base da sociedade, sendo essa uma tese justificável segundo os deputados da comissão deste estatuto, pois a família deve ser definida a partir da sua capacidade de gerar filhos.
Contrapondo a tese pontuada acima, temos outros órgãos públicos como o Conselho Nacional da Justiça, que já exclui a proposta de recusa de cartórios para a celebração de casamentos entre famílias homoafetivas desde 2013, justificando o dado mostrado pelo IBGE, onde a família nuclear vem decaindo ao longo dos anos, já que desde 1980, até 2010, representou uma queda de 16% na composição familiar brasileira. Mas, mesmo que a nossa sociedade apresente muitas melhoras ao longo desses anos, ainda está longe de ser igualitária, onde no documentário brasileiro: “Em defesa da família”, vemos a luta de uma família homoafetiva, contra o preconceito da sociedade conservadora.
Com todos esses dados em mente, é necessário que órgãos públicos como o Estatuto da Família, mude seu conceito para família, para que o mesmo abranja os diversos tipos familiares existentes no século 21 no Brasil, aprovando novas leis que regulamente esse novo conceito fundamentado na diferença social. E agregando a isso é de extrema importância que os portais de mídias atuais, como jornais, programas de TV e até mesmo redes sociais também tomem providências, fazendo parcerias com o Ministério da Família, para tentar, além de dar mais visibilidade para estes diferentes tipos de família, conscientizar a população, de que as famílias nucleares não são as únicas existentes, e muito menos, as mais importantes na nossa sociedade, apenas pelo fato de que as mesmas podem gerar um filho biologicamente.