O conceito de família no século XXI

Enviada em 24/07/2020

Há muito tempo o conceito de família é vinculado a união de um homem e uma mulher que geram filhos e, portanto, tornou-se padrão e socialmente aceito. Conquanto, o amor nem sempre se manifesta entre pessoas do sexo oposto, ou em apenas duas pessoas e, sendo indivíduos que possuem direitos, devem formar suas famílias e serem respeitados. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Primordialmente, deve-se ter conhecimento de que, no ano de 2015 na Câmara dos Deputados, houve uma comissão especial referente a um projeto do Estatuto da Família. Nele, seria reconhecido como entidade familiar, apenas os núcleos formados a partir da união entre um homem e uma mulher, ou seja, fortalecendo a exclusão das diferentes estruturas familiares que vem crescendo no Brasil, visto que segundo o IBGE, 49,9% das famílias possuem a união tradicional, enquanto a maioria se encaixa em padrões diferentes.

Ademais, as famílias consideradas fora do padrão ainda sofrem muita discriminação, seja por conta do preconceito seja por falta de informação da população. Conforme a psicanalista e pedagoga Cristina Silva, as crianças conseguem rapidamente aceitar as composições familiares diferentes das dela, e são capazes de compreender que o fato mais relevante é o amor envolvido no núcleo. Pode-se afirmar, então, que a intolerância depende da criação, pois as crianças apenas reproduzem o que aprenderam socialmente e em casa.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental que o Governo, por meio da modificação do Estatuto da Família, reconheça toda e qualquer estrutura familiar, a fim de demonstrar para a população que todas as instituições familiares são válidas. Em conjunto a esse projeto, o mesmo deve enaltecer o tema de maneira dinâmica através de documentários, palestras e debates, com o intuito de limitar a desinformação do povo.