O conceito de família no século XXI
Enviada em 24/07/2020
As relações familiares evoluíram muito ao longo do tempo, chegando a uma verdadeira diversidade do conceito da família no século XXI. Antigamente, os pais escolhiam com quem a filha iria se casar, construindo um casamento arranjado de modo a obter vantagens; Depois, as pessoas passaram a se casar por livre e espontânea vontade, e agora já existe casamento de pessoas do mesmo sexo. Nesse contexto, houve uma desconstrução dos paradigmas, e as relações familiares passaram a existir de outra forma, além de “pai, mãe e filhos”.
Em pleno século XXI, a aceitação da existência dos diversos modelos de organizações familiares ainda é algo relutante. As uniões homoafetivas e poliamorosas, tanto quanto os núcleos de pais e mães solteiros, causam um grande impacto aos cidadãos tradicionais e conservadores. Por conseguinte, o preconceito e julgamentos de intolerância acabam por se fazer cada vez mais fortes e presentes. Dados estatísticos nos mostram que menos de 50% das famílias tradicionais brasileiras possuem uma união tradicional. No entanto, apesar da grande quantidade pertencer à padrões diferentes, o projeto de lei “Estatuto da Família” considera apenas os núcleos formados por uma união heterossexual. Exclusão essa que apenas reforça os pensamentos preconceituosos.
Entretanto, é preciso remodelar a mentalidade de grande parcela da sociedade sobre o significado dessa palavra. Essa situação decorre de uma necessidade de se transmitir o respeito mútuo para a convivência harmônica perante as diversidades. Infelizmente, na contramão desse processo, existem possíveis interferências que remetem a um retrocesso inigualável. Ilustra isso o projeto de lei do Estatuto da Família, aprovado pela câmara dos deputados, que visa reafirmar a concepção de que só se configura como família um núcleo baseado na união de gêneros opostos. Todavia, condutas como essa são resultado de um moralismo instituído na comunidade, consequente de preceitos religiosos, os quais deveriam estar dissociados de decisões políticas, uma vez que o Estado é laico.
o ministerio da familia deve promulgar leis mais efetivas que protejam em âmbito social nacional os direitos de construir uma família por cidadãos do mesmo sexo, adjunto de leis que aplique punições com até cinco anos de prisão para indivíduos que corromper as leis civil. Além disso, a mídia tem o papel de combater na TV e jornais casos de homofobia e divulgar para as autoridades do Governo. Ademais, as famílias têm o papel principal de dialogar e conscientizar os filhos enquanto jovens que necessitam de respeitar o próximo, pois o sexo e a aparência física não difere seres humanos dos bons e ruins e sim os vossos corações. Seguindo dessas ações, podemos promover uma sociedade igualitária formada por cidadãos mais tolerantes.