O conceito de família no século XXI
Enviada em 24/07/2020
O Estatuto da Família define entidade familiar como “o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.” Contudo, não é sempre que o amor acontece somente entre pessoas de sexo oposto, ou até por duas pessoas e, da mesma forma, como indivíduos detentores de direitos, querem formar sua família e serem aceitos por suas diferenças.
A família da atualidade, não é nem um pouco parecida com aquela que conhecemos do século passado, existem hoje casais sem filhos, mães solteiras, pais solteiros, avós criando netos, órfãos, famílias “mosaicas” (cujos cônjuges têm filhos fora e dentro da união) e as relações homoafetivas. Cada um dos membros da família tinha os seus papéis bem definidos, onde antigamente se constituía como o papel do pai, ser chefe de família e prover o sustento da casa, hoje acaba ficando em muitos casos, a cargo dos filhos, pois estes conseguem comover mais fácil as pessoas e conseguir uns trocados nas sinaleiras ao final do dia.
Pode-se mencionar, por exemplo, o crescimento no número de casais homoafetivos com intenção de adoção ou união estável no país, que, de acordo com pesquisas do IBGE em 2014, subiu mais de 30% em relação ao ano anterior. Porém, os mesmos encontram resistências políticas e sociais preconceituosas, no que tange a formação de um grupo familiar saudável, já que muitos afirmam ser improvável a criação de um indivíduo com valores e condutas morais pertencente a pais homossexuais.
Desse modo, revela-se o preconceito e a desinformação do povo, além de extensa intolerância ao direito de liberdade do indivíduo, não apenas frente aos homoafetivos, mas também às mães e pais solteiros, aos divorciados e às organizações mosaicas. Para isso, são essenciais campanhas com incentivo governamental, acompanhadas de pesquisas que envolvem as novas famílias e comprovem sua eficiência e validez, serem veiculadas nos meios de comunicação, para que, desde as crianças até os idosos, entendam o valor do amor, não importa em qual família seja.