O conceito de família no século XXI

Enviada em 05/10/2020

A família é uma das instituições mais importantes para o desenvolvimento de uma sociedade, haja vista a sua inteira relação com a formação moral de um indivíduo. Nesse sentido, a configuração mais antiga prevê que esse vínculo é composto pela união entre um homem e uma mulher em que se faz necessária a figura masculina como detentora do poder sobre o lar e os filhos. Em contrapartida, atualmente, esses padrões estão sendo desconstruídos e novos laços de parentesco estão sendo definidos. Porém, muitos problemas dificultam o bem-estar desses novos grupos sociais, como o preconceito e a burocracia na adoção de crianças por alguns casais.

Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nessa ótica, percebe-se que, muitas famílias brasileiras compostas ,principalmente, por mães solteiras e casais homoafetivos sofrem diversos tipos de insultos, julgamentos e questionamentos acerca do futuro que eles proporcionarão aos filhos. Ademais, o pensamento discriminatório e intolerante enraizado nos brasileiros contribuem para esse impasse, afinal, muitas pessoas não acompanharam a evolução civilizatória, na qual a família passou a ser uma união de indivíduos que possuem afeto independente da opção sexual. Diante disso, é errôneo não reconhecer as conquistas sociais na elaboração do conceito de família e o ideal de igualdade e democracia garantida à pessoa humana.

Em segundo plano, de acordo com o filósofo Geocomo Leopardi:“Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância.” Nesse contexto, a partir dessa máxima, é importante destacar o grande preconceito que os homossexuais sofrem para conseguirem constituir família, afinal, o casamento entre pessoas do mesmo sexo só foi oficializado pelo Conselho Nacional De Justiça no ano de 2013. Além disso, mesmo com a garantia dessa união homoafetiva, essas famílias não conseguem adotar crianças de forma rápida, passam por uma série de etapas no processo de adoção e são constantemente julgados pela sociedade confirmando a pesquisa do Ibope que mostra que, 50% das pessoas são contra a união adoção de crianças pelos homossexuais.

Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de simpósios e cartilhas sobre os novos moldes de núcleos familiares na sociedade atual, mostrando a eles a importância de valorizar a diversidade e entender que essas instituições podem ser formadas de diversos tipos e que, por isso, todas devem ser respeitadas. Ações como essas farão desses alunos futuros cidadãos críticos, conscientes e que propagarão a tolerância e o amor ao resto da sociedade.