O conceito de família no século XXI

Enviada em 24/10/2020

É sabido que, o acontecimento histórico da Primeira Revolução Industrial no fim do século XVIII trouxe inúmeras modificações na estrutura conceitual de trabalho, sociedade e também da família. Uma vez que, uma população antes baseada em atividades rurais e divisão familiar de tarefas agora tem que se adaptar a novos padrões impostos, por exemplo, mulher e filhos trabalhando para complementar a renda do núcleo. Da mesma maneira, no hodierno o conceito do que constitui uma família vem sendo reformulado.

Segundo Steve Jobs a tecnologia move o mundo, e pode-se relacionar o movimento citado à globalização que vem modificando desde o modo de comunicação entre pessoas até novos comportamentos de indivíduos em tribos indígenas que tenham contato com modernizações. E assim, a troca constante de costumes entre culturas traz à tona a possibilidade de novas configurações de grupo familiar.

Além disso, a necessidade da alteração do conceito de família vem não somente dos inúmeros imprevistos que acontecem no cotidiano, desde mortes e separações, mas também de relações homo afetivas. Tendo em vista que, a taxa geral do divórcio no Brasil aumentou cerca de 2,48% de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a reformulação e reestruturação das famílias faz-se obrigatória, para que no caso da existência de filhos não ocorra o abandono. Levando em consideração também os relacionamentos homo afetivos, muitos optam pela adoção para a constituição de um núcleo afetivo maior.

É possível observar uma situação semelhante no filme Enola Holmes, quando que no decorrer da trama a mãe da protagonista abandona a filha e o significado de família passa a ser atribuído pela garota ao seu irmão mais velho, Sherlock Holmes. Tal situação condiz com a nova significação de família indicado pelo dicionário Houaiss, onde a define como “Núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantém entre si uma relação solidária”.

Portanto, o Governo Federal, responsável por manter a ordem e o bem social, deve propor medidas socioeducativas em escolas e em locais públicos juntamente com o Ministério responsável, de modo a conscientizar a população e reduzir o preconceito em relação às novas formas de ser definido um núcleo familiar. A fim de, garantir o direito promulgado na constituição federal de 1988 no artigo 5, que se diz afirmar que todos são iguais perante a lei. Dessa forma, conclui-se que todos possuem direitos de criarem e reestruturarem suas famílias sem distinção de qualquer natureza.