O conceito de família no século XXI

Enviada em 31/10/2020

Na modernidade, é comum famílias serem formadas por mães e filhos, avós e netos, casais homoafetivos com filhos adotivos, ou de diversas outras formas, diferentes do modelo tradicional de mãe, pai e filhos. Infelizmente, no Brasil, ainda há muito preconceito e desvalorização dessas novas famílias. Mesmo que a sociedade já tenha evoluído em algumas questões como no reconhecimento e garantia de direitos, há muitos pontos ainda a serem melhorados.

Em primeira análise, percebe-se que as discussões sobre o formato das famílias brasileiras não são atuais. Em 2013, surgiu um projeto de lei proposto pelo deputado Anderson Ferreira, que criava um Estatuto da família. Esse estatuto trazia em seu texto conceitos como a definição de família, que no documento constava como a união entre homem e mulher. Essa conceituação gerou muita polêmica e discussão em torno do assunto, pois além de ser preconceituosa, refletia o pensamento crítico e conservador que muitas pessoas possuem até hoje sobre as famílias não tradicionais, o que contribui ainda mais para a desvalorização de quem não faz parte do “padrão”.

Apesar da sociedade brasileira não ser muito receptiva com as novas configurações familiares em um primeiro momento, muitos passos já foram dados para enfrentar esses conceitos errôneos de muitos indivíduos. Um desses passos, foi o reconhecimento judicial da união de casais homoafetivas no país, ocorrido em 2011. Além disso, muitos meios midiáticos como filmes, séries e telenovelas também vêm demonstrando diversas formas de família do mundo contemporâneo, o que contribui com a ideia de que família não precisa ter um formato padrão, mas sim, respeito e afeto.

Dessa forma, vê-se que o país já está mais adepto às formas de família contemporâneas, mas também, que o preconceito e a intolerância ainda são presentes. Por conta disso, urge que o Poder Legislativo do país, rejeite, por meio de votação, qualquer projeto que desvalorize uma família por sua forma, afim de evitar que preconceitos continuam sendo alimentados. Ademais, o Ministério da Educação (MEC), deve criar palestras nas escolas desde o ensino básico sobre configurações familiares, para que já na infância e se crie uma ideia de igualdade de reconhecimento e diretos nesse assunto. Assim, espera-se uma sociedade mais harmônica, com o conhecimento de que o novo conceito de família não tem forma, mas sim, amor.