O conceito de família no século XXI

Enviada em 04/11/2020

A família contemporânea é repleta de pluralidade, uma vez que, o laço afetivo vai além do sanguíneo, tal como, a representatividade dos casais homossexuais nesse novo molde familiar. Além disso, deve-se levar em conta famílias monoafetivas, em que na maioria das vezes a responsabilidade dos filhos é assumida somente pela figura materna, algo bastante desafiador, em virtude dos maus olhares ao redor.

No entanto, tal reconhecimento trouxe, consequentemente, a exacerbada descriminação sobre aqueles que querem representar apenas amor e carinho para seus respectivos filhos. De acordo com uma matéria divulgada pelo G1, houve um enorme crescimento de ataques contra LGBTs desde 2016, logo, essa prática impedem-os de terem oportunidades de construírem uma família, de modo que, tornam-se excluídos da sociedade.

À medida que a família se tornou a base principal para a formação de uma sociedade, vale ressaltar que, o pensamento conservador em que defende a construção de um lar formado somente com “pai, mãe e filhos”, reflete até os dias atuais. Conforme essa ideia, mães solteiras são mal vistas por uma grande parcela da população que defende o patriarcado. Do mesmo modo, a religião traz grande influência para aqueles que “vivem presos no passado”.

Pode-se concluir que, a família é sinônimo de diversidade, com casais homoafetivos, filhos adotivos e mães solteiras que são o símbolo de união e afeto. Portanto, é necessário expandir a mente de todos e tirá-los da “bolha” patriarcal e religiosa. O Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação tem total responsabilidade em promover palestras, passeatas, projetos e divulgar na mídia sobre a importância dessa configuração familiar, pois enquanto não houver o devido reconhecimento, nunca serão representados e respeitados como deve ser.